sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Review: Hammerfall - (r)Evolution

(Nuclear Blast Brasil)

Por Pedro Humangous

Antecedendo o lançamento desse disco, muito se falou em um “retorno” do Hammerfall às origens. Será mesmo que isso aconteceu em “(r)Evolution”? O próprio nome do álbum já sugere uma mudança, seja ela qual for. Após o trágico e fraco “Infected” de 2011, creio que qualquer coisa que eles fizessem já seria melhor. O fato é que desde “Threshold” que a banda vinha caindo de produção e apresentando um som insosso, capenga e sem atrativos. E para brindar essa volta às raízes, o grupo recrutou mais uma vez Andreas Marshall para fazer a arte da capa, ressuscitando o Hector (mascote e personagem principal, presente nas demais capas da discografia da banda). Antes do lançamento propriamente dito, foram lançados dois singles, “Bushido” (com direito a um final épico remetendo à música “The Way Of The Warrior”) e “Hector’s Hymn” (que inclusive ganhou um videoclipe bem legal). E a escolha dessas duas músicas foi a mais acertada possível, são as duas melhores de todo o álbum. Sim, os riffs estão de volta, os refrãos marcantes e altamente viciantes e aquela essência dos anos 90, auge do estilo. Mas nem tudo são flores aqui, temos algumas faixas de “encheção de linguiça” e chatinhas como “Evil Incarnate” e a balada “Winter Is Coming”, além de uns refrãos bem “meia-boca” em “(r)Evolution” e “Tainted Metal”. Em compensação, acertam em cheio quando aceleram o passo e detonam tudo em faixas como “We Won’t Back Down” e “Origins” (essa podia ser facilmente uma música do Freedom Call). Até os clichês estão de volta, acompanhando as letras, usam as palavras “Heeding The Call”, “Speed Of Light”, “At The End Of The Rainbow”, entre tantas outras que se repetem durante a audição. Uma das mais legais é a bonus track “Demonized”, apesar de contar com uma estrutura simples, possui uma pegada bem legal! Vale mencionar que todos os backing vocals foram feitos por Mats Levén (ex-Therion, At Vance, Yngwie Malmsteen). Então, esse é o retorno glorioso do Hammerfall? Infelizmente, ainda não. Mas valeu a tentativa, voltaram para o caminho que haviam perdido e nos deixam esperançosos pelo próximo álbum! Nota: 8,5


Uma pequena ressalva em relação à versão nacional lançada pela excelente Nuclear Blast Brasil: o encarte desse disco veio com o corte incorreto, deixando algumas páginas maiores do que outras. Isso aconteceu também com o lançamento da banda Epica (cortou inclusive parte das letras das músicas) além de algumas impressões estranhas em termos de cores, algumas vezes borradas. Apenas uma dica de quem aprecia os lançamentos dessa gravadora em nosso país e de quem ainda gosta (muito) de comprar discos originais. Um pouco mais de atenção com os fornecedores e a qualidade final do material será sempre bem-vinda. 


Track List:
1 - "Hector's Hymn"
2 - "(r)Evolution"
3 - "Bushido"
4 - "Live Life Loud"
5 - "Ex Inferis"
6 - "We Won't Back Down"
7 - "Winter Is Coming"
8 - "Origins"
9 - "Tainted Metal"
10 - "Evil Incarnate"
11 - "Wildfire"


Formação:
Joacim Cans - (Vocal)
Oscar Dronjak - (Guitarra, Teclados)
Pontus Norgren - (Guitarra)
Fredrik Larsson - (Baixo)
Anders Johansson - (Bateria)


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E se pudéssemos ver as capas por trás?



Pop Metal?

E se as bandas Pop tocassem Metal? Seria mais ou menos assim:

Lançamento em breve

Norwegian/Raw/Depressive/Atmospheric/Afrodescendant Metal


Review: Motosserra Truck Clube - Na Estrada


Por Augusto Hunter

“Na Estrada” tem uma gravação sensacional, foi produzido completamente no Estúdio Bagui Sons e no Estudiollon, em Varginha, interior de Minas Gerais - cidade famosa pelo ET e pelo ótimo Roça N´Roll. Todos os instrumentos estão bem timbrados e bem captados, você tem uma audição incrível do que a banda faz durante todo o disco. O Motoserra Truck Clube é uma daquelas bandas de Motoclube, uma versão “caminhoneira”, com letras que falam de estrada, coisas do cotidiano do motociclista, motor, bebidas, etc – tema infelizmente enfadonho e extremamente batido. Sim, é exatamente isso que você vai encontrar ouvindo o som desses caras. É ruim? Não, não é. Mas, acaba soando chato, repetitivo, sem criatividade. Mas, se tem uma música divertida no disco é “Born To Be Uai”, que tem todas aquelas forças de expressão que o mineiro usa, bem divertida de ouvir. Infelizmente não se sobressaem nesse mar cheio de coisas idênticas. Nota: 5,0


Formação: 
Thiago Giovanella – Vocal
Raphael Wagner – Guitarra/Vocal
Daniel Botrel – Guitarra/Vocal
Odillon Piassa – Baixo/Vocal
Bruno Rodrigues – Bateria


Tracklist:
1. Na Estrada
2. Volvorine
3. Num Vai Prestá
4. Madeira
5. Cafetão de Bueiro
6. Joga a Mãe
7. Born to Be Uai
8. Os Caçadores de Ressaca
9. Catapulta
10. Risca Faca
11. Tira-Gosto
12. É o Fim


Contato: https://www.facebook.com/motosserratc

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

10 discos para sair da mesmice


Hell Divine elege "10 discos para sair da mesmice"
Por Pedro Humangous

Tudo bem, eu sei que bandas como Metallica, Megadeth, Iron Maiden, AC/DC, Motorhead, entre tantas outras clássicas, são ótimas. Isso todo mundo já sabe. Também as ouço de vez em quando, sempre empolgam quando colocamos pra rodar em um churrasco ou no intervalo entre uma banda e outra nos shows. Mas, será que não tá na hora de deixa-las de lado um pouquinho e ouvir coisas novas? Que tal dar uma chance para que outras bandas incríveis também ganhem espaço na sua coleção e nos seus ouvidos? Fizemos então uma pequena lista de discos para que possam conhecer e sair da mesmice! Não são as melhores bandas, nem as mais inovadoras, são apenas dicas de gosto pessoal do redator. Esperamos que gostem e possam compartilhar com os amigos!

Não gostou da minha lista? Não tem problema, crie a sua própria lista e poste também! Tenho certeza de que muita gente irá gostar e assim estaremos todos conhecendo mais bandas!

Antes que perguntem: “Mas só tem gringa, onde estão as nacionais?” Calma, fique de olho em nossa página que em breve faremos as dicas das brasileiras ok? facebook.com/helldivine

1) Death Of An Era - Black
Sim, é moderno. Sim, é core. Mas, e daí? Acho que já deu pra amadurecer e admitir que existem bandas nesse estilo que podem ser muito boas, e esse é o caso. Um toque de Djent com Deathcore e muitos breakdowns, isso sem falar nas incríveis letras que falam da nossa realidade. Pra você se situar, a banda segue a linha do Chelsea Grin, Whitechapel e afins.



2) Gormathon - Following The Beast
A banda Gormathon surgiu na Suécia no ano de 2009 e de lá pra cá lançou apenas dois álbuns. O mais recente, “Following The Beast”, foi lançado no ano passado através da Napalm Records. O grupo pratica um Death Metal com bastante melodia, composições extremamente viciantes! Indicados para fãs de Amon Amarth e Tyr.


3) King 810 – Memoirs Of A Murder
Aclamado pela crítica mundial, essa é uma das grandes revelações de 2014. Um som moderno, agressivo e diversificado. O grande destaque fica para o estilo vocal utilizado, muitas vezes falado e sussurrado, com uma performance incrível. A banda está em turnê pela Europa com o Slipknot.


4) Bane Of Winterstorm – The Last Sons Of Perylin
Se você achava que o Power Metal pomposo e melódico, que fala de reis, espadas e dragões, era exclusividade dos italianos, se enganou. A Austrália apresenta sua versão do Rhapsody Of Fire, conheçam o excelente Bane Of Winterstorm! O grupo apresenta um Dark Symphonic Power Metal (como eles mesmo se intitulam) e misturam bem aquela fase clássica do Rhapsody com essa mais moderna (após a adição do “Of Fire” no nome). As músicas são todas bem longas, com uma orquestração de tirar o fôlego!


5) Barrier – Eventide
Os amantes do Hardcore não foram esquecidos! Pense em uma versão mais pesada do cruzamento entre o Hatebreed e o Killswitch Engage e terá uma leve noção do que esperar desses americanos do Barrier. O mais legal aqui é a ambientação criada com diversas camadas de distorção de guitarra e sintetizadores, misturada aos vocais insanos e um timbre brutal dos instrumentos. Para fãs de Norma Jean e Everytime I Die.


6) Engel – Blood Of Saints
Melodic Death Metal com Industrial e pitadas de eletrônico? Isso mesmo! O projeto capitaneado pelo vocalista Niclas Engelin é ousado e interessante! Há uma variedade incrível de linhas vocais (masculinas e femininas), além da criatividade sem limites. Seria algo como In Flames + Dubstep, com muito peso e melodias transbordando. Um álbum de extrema facilidade de assimilação, repleto de refrãos grudentos!


7) Damned Spirits Dance – Weird Constellations
Está de pé? Então, sente. É necessário calma e mente aberta para curtir essa loucura em forma de música. Custei a assimilar a proposta desses húngaros. Mas, após algumas audições, o álbum foi tomando forma e soando cada vez mais atrativo. O lance aqui é teatral, viajante e impossível de rotular. É preciso ouvir para crer.


8) Rise Of Avernus – L’Appel Du Vide
Quem aí gosta de um som arrastado, obscuro e pesado? A Austrália vem surpreendendo com a qualidade de suas bandas de Metal. O Rise Of Avernus resolveu tocar um Progressive Gothic/ Doom Metal, e essa “mistureba” ficou sensacional! Uma sonoridade ímpar, com uma construção instrumental belíssima, contrastando com os vocais cavernosos e guturais – sem falar nos vocais femininos. Epica meets Novembers Doom!


9) Aspherium – The Fall Of Therenia
Um dos discos que quase arrancou minha cabeça do pescoço! Um dos melhores trabalhos do ano passado e que pouquíssimas pessoas ouviram falar. Graças à internet e as milhares de horas “gastas” procurando coisa nova pra ouvir, me deparei com “The Fall Of Thereria” completo para audição. As músicas são atmosféricas e ultra técnicas, feitas para bater cabeça enquanto arregala os olhos, assustados com tamanha perfeição. Estruturas complexas e ritmos quebrados do Prog Metal, vocais extremos e uma atmosfera sci-fi de cair o queixo. Com pouco mais de uma hora de duração, eis uma obra de arte que deve ser, obrigatoriamente, conferida!


10) Empires Of Eden – Chanelling The Infinite
Gosta de projetos com vocalistas famosos? Então você precisa conhecer o Empires Of Eden, do guitarrista Stu Marshal (Dungeon). O cara chamou simplesmente Udo Dirkschneider (U.D.O., ex-Accept), Rob Rock (Impelliteri, Avantasia), Steve Grimmet (Grim Reaper, Onslaught), Sean Peck (Cage), Ronny Munroe (Metal Church), Mike Dimeo (ex-Riot, ex-Masterplan), Carlos Zema (Immortal Guardia, ex-Vougan, ex-Outworld), entre outros. Temos aqui um Power Metal de primeira, obviamente voltado para as guitarras e seus talentosos vocalistas. Não chega a ser um álbum fantástico, mas é bem legal para curtir as vozes de cada um emprestadas em músicas energéticas e grudentas!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Review: Angra – Secret Garden


Por Pedro Humangous


Finalmente a espera acabou! Após as várias mudanças na formação (e a mais traumática nos vocais com a saída do Edu Falaschi), o Angra finalmente se estabiliza (será?). Confesso que não gostei muito da performance de Fabio Lione ao cantar as músicas antigas e estava com um pé atrás em relação a esse novo disco. Na minha primeira audição, simplesmente não gostei das músicas, achei diferente demais, não soava como o Angra que acompanho há tantos anos. Mas após ouvir com mais calma e por mais algumas vezes, comecei a assimilar melhor a mensagem que quiseram passar e pude ver “Secret Garden” com outros olhos (nesse caso, ouvidos). Lione está mais solto, se sentindo mais em casa e a banda soube compor encaixando sua voz ao instrumental. Falando em instrumental, quanta diferença! Sim, ainda temos o Angra de sempre como na faixa “Black Hearted Soul”, que poderia facilmente estar em “Temple Of Shadows”. Porém, temos um Angra totalmente renovado e surpreendente como na faixa “Violet Sky” – que timbre de guitarra é esse? Soa como uma mistura de Moonspell com The Ocean. Rafael Bittencourt resolveu soltar a voz e cantou em vários momentos do disco e se mostrou bastante competente na função. Temos ainda a participação especial de Simone Simmons, cantando sozinha na faixa-título, e Doro Pesch em “Crushing Room” – ambas fantásticas. Esse álbum mostra que deixou seu passado para trás e se mostra imprevisível no futuro. Uma renovada necessária e muito bem-vinda. Nota: 9,0


Tracklist:
1 - Newborn Me
2 - Black Hearted Soul
3 - Final Light
4 = Storm of Emotions
5 - Violet Sky
6 - Secret Garden
7 - Upper Levels
8 - Crushing Room
9 - Perfect Symmetry
10 - Silent Call




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Nova edição da 13 Metal Compilation já disponível!


Acaba de ser lançada mais uma edição da coletânea da 13 Metal Compilation. A Hell Divine tem orgulho em apoiar oficialmente esta excelente iniciativa, como media partner.

Como é descrita na página oficial, "a 13 Portuguese Metal Compilation é uma coletânea dedicada ao Metal Nacional. Este projeto surge da necessidade de mostrar o que é feito em Portugal em termos de Metal, numa tentativa de chegar a um público mais vasto dentro e fora das nossas fronteiras, com o objetivo de ser uma amostra atualizada do Undeground Metálico Português."

Confiram o tracklist:


Para fazer o download, acesse: https://13metalcomp.bandcamp.com

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

LINDEMANN: Membros do RAMMSTEIN e HYPOCRISY juntos em novo projeto


Till Lindemann, vocalista da banda Rammstein, se juntou com o multi-instrumentista Peter Tagtgren (Hipocrisy, Pain) para formarem um novo projeto, intitulado de Lindemann. Ainda não há registros disponíveis para audição, porém, o que vem pela frente já promete muito! 

Já foi criada a página oficial no Facebook e pode ser conferida aqui: https://www.facebook.com/Lindemann

Ficaremos de olho nesses caras!



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Review: Agressor – Demise Of Life

(Gravadora: Eternal Hatred Records)

Por Pedro Humangous

Quando a banda Agressor surgiu, em Macaé/RJ no ano de 1982, eu ainda nem havia chegado ao mundo. Porém, isso não me impediu de poder acompanhar, depois de mais velho, todo esse incrível cenário que acontecia na época, tanto nos Estados Unidos (com Slayer, Metallica, Exodus, etc) quanto na Alemanha (com Kreator, Destruction, Sodom, etc). Aqui no Brasil não foi diferente, o Thrash invadiu nossas terras com a mesma força, apresentando bandas como Sepultura, Korzus, Chakal, entre tantos outros. O Agressor estava presente nessa época de ouro e, após lançarem seu primeiro registro, deram uma sumida, retornando no ano passado com esse “Demise Of Life”. E o que temos aqui nesse disco? Um belo Thrash Metal com toda aquela energia dos anos 80, misturando tudo o que de melhor essa época pôde oferecer! É possível sentir uma pegada de Destruction em “Save The Forest” e “Accidental Murder”, algo de de Slayer em “The Origin”, e assim por diante. As influências são latentes, porém, jamais soando como mera cópia, tudo aqui é feito com paixão e identidade própria. A gravação está ótima, sem muita parafernália modernosa, captando a essência old school do estilo, dando nitidez a cada instrumento, gerando uma energia muito legal. As músicas são extremamente empolgantes, com riffs pegajosos, ritmo frenético e alucinante do baixo e bateria, e um vocal nervoso! A sequência das faixas é matadora, impossível pular uma sequer. Legal que mesclaram letras em inglês e outras em português, provando mais uma vez que nosso idioma é perfeito para o Heavy Metal, basta fazer bem feito. A arte da capa é bem legal, e quando você abre o encarte (em formato de pôster) pode ver a arte completa, que é animalesca! Com pouco mais de 40 minutos de duração, “Demise Of Life” passa voando e o jeito é apertar o play novamente, sem dó! Um discaço, espero que a banda se mantenha na ativa e compondo mais álbuns como esse, de tirar o fôlego! Nota: 9,0


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