domingo, 22 de outubro de 2017

Review: Thy Art Is Murder – Dear Desolation


Por Pedro Humangous

Tudo o que faz sucesso demais, em um curto espaço de tempo, tende a ter dois lados de uma moeda: os adoradores e os detratores. Infelizmente é assim mesmo e, normalmente, tomamos um dos lados com certa facilidade e frequência. Em resenhas anteriores já abordei o tema “Deathcore”, seu surgimento, seu sucesso meteórico e sua decadência. Atualmente vivenciamos sua queda, sua mutação em busca de um novo reconhecimento, um respiro de ar puro nessa névoa intoxicada pela mesmice sonora de tantas bandas mundo afora. Vindo da Austrália, o Thy Art Is Murder surgiu em 2006, trazendo em sua bagagem dois EPs e três álbuns completos. “Dear Desolation” é o quarto disco em sua carreira, lançado pela Nuclear Blast em parceria com a Shinigami Records. Pra começar, já somos impactados com a belíssima arte que ilustra a capa, créditos para um dos melhores artistas da atualidade, Eliran Kantor (já trabalhou com bandas como Soulfly, Testament, Sodom, Hate Eternal, Kataklysm, entre tantas outras). Apesar da aparente simplicidade nos elementos da capa, a arte diz muita coisa e está diretamente conectada à parte lírica do álbum. Falando um pouco sobre as letras, a banda tem um lado mais negativo para abordar os temas, muito ligados à crítica contra as religiões, caos, morte, decadência do homem, etc. A sonoridade variou bastante em relação aos trabalhos anteriores, mas ainda continua com os dois pés fincados no Deathcore – o que pode ser bom para alguns e extremamente cansativo para outros. Eu dividiria esse disco em duas partes exatas, sendo as primeiras cinco faixas incrivelmente boas, variadas, agressivas e interessantes, e as cinco últimas mais chatinhas, despretensiosas e maçantes. “Slaves Beyond Death” abre o álbum em alto nível, com riffs que mais parecem uma bomba atômica, uma bateria veloz, técnica e variada, e vocais avassaladores. O som da bateria me surpreendeu bastante, muito bem captado e mixado. As vozes ganham dinâmica pela variação entre os guturais fechados, abertos, rasgados e constantemente dobrados. A mixagem e produção no geral ficaram medianas, pois deixaram o som um pouco mecânico, sem muita vida. “The Son Of Misery”, uma das melhores, lembrou uma mistura entre o som do Project 46 com algo do Behemoth mais atual. Aliás, o Thy Art Is Murder bebe nessa fonte do Black Metal mais moderno com o Groove de bandas como Lamb Of God. Os breakdowns estão espalhados por toda a parte, mas inseridos de forma inteligente, evitando fazer com que essa manjada artimanha seja usada de forma gratuita e/ou banal. A segunda metade do álbum vai perdendo um pouco da força e acaba tornado tarefa difícil acompanhar a audição sem perder o foco. As composições acabam caindo na armadilha da mesmice, soando como 99% das bandas que se arriscam por esse estilo e acabam passando despercebidas. Não é que as músicas sejam ruins, apenas estão bem abaixo do esperado ou quando comparadas à primeira metade desse mesmo disco. “Dear Desolation” é um avanço na carreira dos australianos e certamente ganha destaque em relação aos demais do mesmo estilo, mesmo não fugindo tanto dos clichês. Talvez um balanço melhor entre as faixas, uma produção mais orgânica e uma ousadia maior nas composições, possa elevar ainda mais o Thy Art Is Murder no cenário mundial. De toda forma, vale bastante a audição, recomendo!


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domingo, 15 de outubro de 2017

Review: Wintersun - The Forest Seasons


Por Pedro Humangous


Um dos projetos mais queridos dos últimos anos e um dos discos mais esperados pelos fãs, “The Forest Seasons” chega em 2017 para saciar essa sede pelo Metal de qualidade, atmosférico e épico. Pra quem anda perdido e ainda não conhece o Wintersun, a banda começou como um projeto paralelo (e solo) do finlandês Jari Mäenpää, ex-Ensiferum. O primeiro álbum, autointitulado, lançado em 2004, foi um tremendo sucesso, trazendo um Melodic Death Metal de primeira. Após uma longa espera – oito anos, pra ser mais preciso – lançaram “Time I”, já com uma leve mudança no direcionamento do som, ainda mais complexo e sinfônico. Mais cinco anos de espera e finalmente temos a oportunidade de ouvir mais uma obra desse projeto que já se tornou uma grande banda no cenário mundial. “The Forest Seasons” é ousado, com apenas quatro faixas (todas com mais de 10 minutos cada) os músicos buscam expressar as estações do ano através de suas músicas. É incrível como cada estação é muito bem representada, sonoramente falando, sendo a primeira a Primavera (“Awaken From The Dark Slumber”), mais leve e pra cima, os ritmos vão crescendo conforme o disco progride. Na sequência temos o Verão (The Forest That Weeps”), uma composição mais simples e direta, mais feliz, com vocais limpos e lindos refrãos. Em seguida vem o Outono (“Eternal Darkness”), mais sombrio e carregado de emoções, o peso e a velocidade imperam, trazendo alguns elementos do Black Metal. Interessante as camadas de vozes e teclados inseridos em todas as músicas, dando aquela sensação de grandiosidade. Fechando o trabalho temos o Inverno (“Loneliness”), assim como a estação, a música torna-se mais fria, mais melancólica, mais arrastada, puxando mais pro Doom. 


A teoria e a concepção desse álbum são sensacionais, você realmente se sente passando pelas quatro estações do ano, curtindo o disco com um pouco de cada estilo. Gostei mais da Primavera e do Outono, mais bem representados – o primeiro mais dinâmico, com solos e guitarras pesadas sem deixar de lado a tradicional melodia, o segundo mais porrada, enérgico, com bumbos duplos e vocais ensandecidos. Porém, todas possuem guitarras supersônicas, uma ambientação cuidadosa dando um clima perfeito em cada faixa apresentada. A demora em soltar cada álbum talvez seja pela necessidade do grupo em compor sempre em busca da perfeição, atentos a cada detalhe, entregando uma verdadeira obra de arte. A própria arte da capa (feita pelo experiente Gyula Havancsak) já é uma pintura belíssima e revela algumas características da música que a acompanha. Alguns pontos merecem mais atenção nos próximos discos, a bateria soa muito mecânica e seca e as faixas, por serem muito longas, acabam soando um pouco repetitivas e acabam cansando o ouvindo durante a audição do álbum por completo. Apesar de muitas gente ter falado mal desse trabalho na internet, particularmente gostei bastante e achei a altura dos discos anteriores do Wintersun. Só me deixou ainda mais curioso e ansioso para ouvir “Time II”, a tão prometida sequência! 


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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Review: Paradise Lost – Medusa


Por Pedro Humangous

Resenhar um disco de uma banda consagrada parece fácil, mas é tarefa difícil. Principalmente quando estamos falando dos mestres do Doom, Paradise Lost. Após alguns anos mais voltados para um som mais arrastado e “limpo”, foi bom ver os caras apostando em algo mais agressivo, voltando com os vocais guturais como nos velhos tempos. Surpreenderam bastante em 2015 com o excelente “The Plague Within”, e repetem a dose agora em 2017 com “Medusa”. A arte da capa, nada tradicional, já impacta bastante pela falta de contraste (tudo meio chapado, sem muitos detalhes e acabamentos) e pelo roxo gritante – confesso que, apesar da simplicidade, gostei. “Fearless Sky” abre o álbum de forma magnífica, magistral, com mais de oito minutos de duração, a introdução é épica, seu andamento remete a um zumbi repleto de correntes, o caminhar arrastado aparentemente sem rumo, mas raivoso e sedento. Depois de tantos anos e tantos discos lançados, obviamente os caras acertaram os ponteiros e aqui tudo soa perfeito, o timbre das guitarras está surreal, o baixo sujo e presente, a bateria seca na medida certa e as vozes de Nick Holmes estão estupendas – “Gods Of Ancient” é um perfeito exemplo. Uma coisa que não podemos negar é a ousadia na carreira do Paradise Lost, eles nunca deixaram de arriscar e a cada novo álbum lançado gera uma expectativa enorme – o que será que eles trouxeram dessa vez? “Medusa” está muito mais Doom do que anteriormente, os vocais guturais prevalecem e as composições estão ainda mais densas, mais obscuras. Esse trabalho soa como a trilha sonora do fim dos tempos, um pano de fundo para os dias tristes em que vivemos atualmente. Mas não pensem que o lado Gótico foi deixado de lado, muito pelo contrário, está presente como nunca, mas mais bem dosado e misturado de forma inteligente entre os riffs insanos que Greg Mackintosh e Aaron Aedy criaram. O clima soturno e melancólico estranhamente conforta os ouvidos – basta ouvir “The Longest Winter” para entender. O disco todo tá um arregaço, mesmo assim ainda vale destacar as excelentes “No Passage For The Dead” e “Blood & Chaos”, ambas de arrepiar! A versão nacional, lançada pela Shinigami Records, ainda conta com duas faixas bônus, “Shrines” e “Symbolic Virtue”. Sei que é muito arriscado dizer isso, mas talvez este seja um dos melhores álbuns da carreira do Paradise Lost, exatamente por ser mais coeso, um resumo de tudo o que de melhor eles apresentaram ao longo dos anos. Bom, o melhor a fazer é ouvir e tirar suas próprias conclusões. O que é inegável é a qualidade desse trabalho e a certeza de que figurará entre os melhores do ano. Clássico absoluto!


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Review: Minds That Rock – Brazilian Heavy Music Compilation



Por Pedro Humangous

A assessorial de imprensa Metal Media, uma das melhores e mais respeitadas do Brasil, foi a primeira a dar valor à Hell Divine logo quando começamos. O casal formado por Rodrigo Balan e Débora Brandão sempre me trataram muito bem, me respeitando como profissional, e dando todo o suporte às bandas que eles assessoravam, nos munindo com material de qualidade. São grandes batalhadores do Metal, certamente fazem a diferença nesse meio. E o que acontece quando se juntam com um dos melhores selos do Brasil, a Shinigami Records? Receita de sucesso, certamente! Resolveram então, juntos, liberar uma bela coletânea contendo somente bandas brasileiras, muitas já consagradas e outras como grandes promessas. O material vem em um digipack simples (ou digifile como estão chamando por ai), mas muito bem feito e bonito – só senti falta da informação do artista que fez a capa, aliás parece muito com a arte do Caio Caldas que fez a capa do Dragonforce. Falando sobre as bandas, gostei muito da escolha dos nomes, muitas delas já bem conhecidas, trazendo material inédito e outras ainda procurando seu espaço no underground – ou seja, a compilação é perfeita para os fãs e para quem está em busca de som novo. Em termos de estilos musicais temos de tudo um pouco, o que faz com que a audição seja divertida, variada e nada cansativa.

Aproveite o precinho camarada (apenas R$ 15) e dê uma força ao Metal Nacional, certamente é um ótimo item de coleção, seja para a sua, seja para presentear algum jovem iniciante na música pesada! 

Fica aqui meu eterno agradecimento aos amigos da Metal Media e da Shinigami Records, obrigado pelo apoio e parabéns pelo excelente trabalho! 

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Track List:
1. As Dramatic Homage – ‘Enlighten’ 
2. Bloody – ‘Cancro’ 
3. Cerberus Attack – ‘Face Reality’ 
4. Chafun Di Formio – ‘Discurso’ 
5. Darkship – ‘Eternal Pain’ 
6. Dysnomia – ‘Spiralling Into Oblivion’ 
7. Elizabethan Walpurga – ‘Infernorium’ 
8. Encéfalo – ‘Blessed By The Wrong Choice’ 
9. Endrah – ‘Priced Out Of Paradise’ 
10. Gestos Grosseiros – ‘The Ambition’ 
11. Losna – ‘Mesmerized By Rotten Meat’ 
12. Maverick – ‘Upsidown’ 
13. Pato Junkie – ‘Atos Terroristas 
14. Sacrificed – ‘Shame’ 
15. The Wasted – ’Heritage’ 
16. Vetor – ‘In The Sound Of The Wind’ 
17. Yekun – ‘The Last Sound Of Silence’

Para mais informações, acesse: www.metalmedia.com.br

domingo, 17 de setembro de 2017

Review: Hansen & Friends – Thank You Wacken Live



Por Pedro Humangous

É, parece que o pessoal do Helloween e Gamma Ray está em festa realmente. Já não bastasse a “reunion” dos caras em shows pelo mundo esse ano, o mestre Kai Hansen resolve juntar uns amigos e fazer sua festinha particular também. Após o ótimo “XXX Three Decades In Metal”, um registro disso ao vivo – e claro, no Wacken – não poderia ficar de fora! Hansen então chamou Eike Freese (Dark Age), Alex Dietz (Heaven Shall Burn), Frank Beck (Gamma Ray), Michael Ehre (Gamma Ray), Corvin Bahn (Crystal Breed), Clementine Delauney (Visions Of Atlantis) e Michael Kiske (Helloween, Unisonic) para essa grande apresentação em um dos maiores festivais da música pesada mundial. O show foi gravado em 2016 e traz um set list relativamente curto, contendo músicas do seu álbum solo, com alguns clássicos do Helloween como “Ride The Sky” (que, aliás, ficou maravilhosa aqui nessa versão ao vivo), “I Want Out”, “Future World” e “Save Us”. Uma pena ele não ter incluído nada da fase do Unisonic ou Gamma Ray – teria sido um set mais variado e surpreendente. Quando Mickael Kiske é chamado ao palco, a galera simplesmente vai à loucura e canta com todo o ar dos pulmões junto com a banda, momento incrível! Esse lançamento vem em embalagem comum contendo um CD e um DVD com essa apresentação, tudo com extrema qualidade de som e principalmente de vídeo. Entendemos que os shows no Wacken costumam ser mais curtos e é complicada a transição entre uma banda e outra, mas podiam ter caprichado mais na produção do palco. O que sentimos nitidamente é um clima de confraternização, de realização e felicidade de todos os envolvidos, tanto dos músicos quanto da plateia. O som está muito bem equalizado, gostei muito da sensação fiel de “ao vivo” que conseguiram captar, aquela bateria mais seca batendo no peito, a distribuição das guitarras nas caixas de som, o baixo bem presente e os vocais praticamente naturais (não notei overdubs). As dobradinhas entre as guitarras e os teclados ficaram animais, deixando a guitarra base preenchendo o som por completo. Gostei bastante da arte da capa, se tivessem diversificado mais o set list e talvez tivessem escolhido outro local para a gravação do DVD, de repente com uma produção de palco mais trabalhada, tudo ficaria ainda mais incrível. Independentemente disso, estamos diante de um registro histórico, uma celebração em grande estilo ao Metal Melódico, definitivamente imperdível e obrigatório!


CD / DVD:
1. Born Free
2. Ride The Sky
3. Contract Song
4. Victim Of Fate
5. Enemies Of Fun
6. Fire And Ice
7. Burning Bridges
8. Follow The Sun
9. I Want Out
10. Future World
11. All Or Nothing
12. Save Us

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Descobertas (infernais) da semana!


Seguindo a ideia do Spotify, onde a plataforma te apresenta uma playlist especial para cada usuário, criamos uma lista com bandas menos conhecidas e que merecem sua atenção! Tem de tudo um pouco, para todos os gostos! Temos a certeza de que você vai curtir pelo menos uma das 10 apresentadas abaixo!

Falando em Spotify, aproveitem para nos seguir por lá: https://open.spotify.com/user/helldivinemetal


Ocean Groove – The Rhapsody Tapes


Below - Across The Dark River


Wage War – Stitch


Righteous Vendetta – Cursed


Black Sites - In Monochrome


Progenie Terrestre Pura – oltreLuna



Lunar Shadow - Far from Light


Witherfall - Nocturnes and Requiems


Sikth - The Future In Whose Eyes


Archspire - Relentless Mutation



domingo, 10 de setembro de 2017

Review: Blind Guardian - Live Beyond The Spheres


Por Pedro Humangous

Oh yeah! Novo lançamento do Blind Guardian! E é ao vivo! E triplo! Os caras são arrojados, em uma era de streaming (o download de mp3 já era), a banda e a gravadora soltam um belíssimo digipack triplo de dar inveja, mesmo quem não está habituado a comprar mídia física se sentirá tentado a ter essa belezinha na coleção – e convenhamos, vale muito a pena! Fiquei feliz de ver que mudaram também o direcionamento artístico, fugindo daquelas capas manjadas e sem sal para algo mais orgânico e diferente, lembrou muito um print screen de uma partida de Diablo II ou algum cenário de Dungeons & Dragons. “Live Beyond The Spheres” é o terceiro álbum ao vivo da banda e foi gravado em 2015 durante a turnê feita na Europa, sendo lançado somente agora em 2017. Anteriormente tivemos o clássico “Tokyo Tales”, de 1993, mais cru, mais orgânico, demonstrando todo o poder de fogo dos alemães em sua fase inicial da carreira. Em 2003, em minha opinião, em sua melhor fase, lançaram o incrível “Live”, contendo as melhores composições dos bardos até aquele momento, além de uma performance avassaladora. E o que esse novo trabalho nos traz? Uma gravação impecável, quase que uma sonoridade de estúdio sendo apresentada nos shows que fizeram pelo velho mundo. Está tudo perfeitamente encaixado (às vezes chega a ser irritante de tão limpo) e executado de forma brilhante, sem falhas – e sem surpresas. Hansi parece contido, cantando em um tom abaixo do que o de costume (pelo menos em relação ao estúdio), o que gera certo desconforto ao longo da audição do material, parece que ele está sem energia para cantar – obviamente ele entrega aqui um excelente trabalho, principalmente quando abusa dos drives. Por ser um disco triplo, temos um vasto material, cobrindo grande parte da discografia da banda, com maior ênfase em seu álbum mais recente, “Beyond The Red Mirror”. Corajosos, logo abrem com “The Ninth Wave” com mais de 10 minutos de duração, perfeita para criar o clima épico que viria a seguir, “Banish From Sanctuary” e “Nightfall”! O tempo todo eles fizeram esse mix das mais antigas com as mais novas, levando os fãs à loucura entre o passado e o presente – ótima estratégia! A sequência de “Tanelorn” e “The Last Candle” são de tirar o fôlego, eles aceleram um pouco o passo e a empolgação vai a mil, principalmente com o lindo timbre das guitarras gêmeas. “And Then There Was Silence” fecha magistralmente o primeiro disco, com mais de 15 minutos de duração. Um verdadeiro passeio por vários discos do Guardião Cego! O disco 2 talvez seja o mais legal dos três, com um track list matador! Não seria justo apontar destaques, mas gostei bastante de “The Lord Of The Rings”, “Bright Eyes”, “Into The Storm” e “A Past And Future Secret”. O disco 3 abre com “Sacred Words” do álbum “At The Edge Of Time”, emendando no clássico absoluto “The Bard’s Song (In The Forest)” – nunca me cansarei de ouvir essa bela canção! E logo depois, nada mais, nada menos do que “Valhalla” e o, já tradicional, incansável coro do público! E pra fechar, “Majesty” e então “Mirror Mirror”. Precisa de algo mais? Um lindo registro, brilhante e variado, perfeito para quem já era fã e para quem pretende começar a ouvi-los agora. “Live Beyond The Spheres” é o resumo e a soma de tudo de melhor que existe na invejável carreira do Blind Guardian!

Será que vem um DVD/Blu Ray disso? Esperamos que sim!


CD 1:
1. The Ninth Wave
2. Banish From Sanctuary
3. Nightfall
4. Prophecies
5. Tanelorn
6. The Last Candle
7. And Then There Was Silence

CD 2:
1. The Lord Of The Rings
2. Fly
3. Bright Eyes
4. Lost In The Twilight Hall
5. Imaginations From The Other Side
6. Into The Storm
7. Twilight Of The Gods
8. A Past And Future Secret
9. And The Story Ends

CD 3:
1. Sacred Worlds
2. The Bards Song (In The Forest)
3. Valhalla
4. Wheel Of Time
5. Majesty
6. Mirror Mirror

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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Review: Municipal Waste – Slime And Punishment



Por Pedro Humangous

Que discografia invejável meus amigos! A banda americana de Thrash/Crossover foi formada em 2001 e de lá pra cá só vem atacando nossos ouvidos com pedradas certeiras, deixando seus fãs atordoados! Comecei a acompanha-los em 2005, quando assinaram com a Earache Records e lançaram o insano “Hazardous Mutation”. “Slime And Punishment” chega em 2017 como o sexto álbum em sua carreira, trazendo a urgência e o desespero que o estilo deliberadamente entrega, composições velozes, ríspidas, agressivas, nenhuma com mais de três minutos de duração, ou seja, é direto ao ponto! Sem tempo para respirar, a banda nos brinda com quatorze faixas em apenas vinte e oito minutos, despejando riff atrás de riff, uma bateria acelerada, um baixo bem “na cara” e um vocal ensandecido, completando o belo pacote. As influências são mais que óbvias, beberam da fonte de bandas como Anthrax, Exodus, Nuclear Assault, Violator e afins, misturando aquele ar Punk oitentista com o Thrash da Bay Area, abusando sem piedade do Speed. Para a arte da capa, acionaram mais uma vez o talentoso Andrei Bouzikov, que já fez capas anteriores para o próprio Muncipal Waste, além de bandas como Nervosa, Cannabis Corpse, Skeletonwitch, Dust Bolt, etc. O que mais gostei nessas composições foram as pitadas de NWOBHM que incluíram, usando as famosas guitarras gêmeas em “Enjoy The Night” e “Under The Waste Command”, por exemplo. Os solos também merecem destaque, estão todos de tirar o fôlego, com um timbre animal das guitarras. Aliás, que qualidade de produção fantástica, polido e sujo na medida certa, soando moderno, mas sem perder as características do old school.  “Slime And Punishment” não irá mudar a história do Metal, talvez não figure nas listas de melhores do ano, mas certamente é mais um belíssimo álbum na discografia do Municipal Waste e um dos mais intensos e legais discos do estilo, diversão garantida em alto padrão! 



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domingo, 3 de setembro de 2017

Review: Suffocation - ...Of The Dark Light


Por Pedro Humangous

Os mestres do Metal da Morte estão de volta, trazendo na bagagem uma roupagem ainda mais técnica, riffs mais cortantes, bateria mais veloz, um baixo super presente. Após o excelente “Pinnacle Of Bedlam”, de 2013, os americanos do Suffocation retornam com mais um álbum de peso, marcante em sua brilhante discografia e com certeza um dos destaques de 2017. Logo de cara a linda arte que ilustra a capa (feita pelo renomado Colin Marks da Rain Song Design) já surpreende bastante, traz um ar mais moderno e renovado, contrastando bem com o Death Metal tradicional que a banda apresenta, sem grandes firulas, mas abusando das tecnologias atuais para registrar suas horripilantes composições. As músicas são todas extremas e bastantes técnicas, com mudanças drásticas de ritmos, alternância de tempos, vocais cavernosos, mas mesmo assim são todas de fácil assimilação e viciantes! Os riffs parecem aranhas subindo e descendo nos trastes das guitarras, jogando teias melódicas entre uma escala e outra. O novato Eric Morotti simplesmente espanca seu kit de bateria e nos deixa de queixo caído com tamanha perícia e desenvoltura ao executar suas partes, certamente as linhas de bateria são o grande destaque desse disco – sempre variadas, agressivas e com um timbre animal! As guitarras definitivamente são os fios condutores do Suffocation e dão um show à parte, demonstrando bom gosto e inteligência ao criar passagens inesperadas e marcantes ao longo de todo o álbum. Todas as músicas são individualmente incríveis, impossível pular uma sequer, mas vale destacar as absurdas “Clarity Through Deprivation”, que abre o disco, e “Some Things Should Be Left Alone”, com todos os músicos simplesmente detonando tudo, lembrando um mix de Nile com The Black Dahlia Murder. Resumindo essa obra, diria que estamos diante de um clássico do Death Metal mundial e um dos melhores da carreira do Suffocation, imperdível para qualquer amante do estilo!


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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Igorrr: Uma banda que merece ser ouvida!


Uma das bandas mais bizarras, divertidas, estranhas e talentosas do mundo! Se você ainda não conhece esse grupo francês, pode correr atrás de toda a discografia! É uma audição desafiadora!
Seu mais recente trabalho, "Savage Sinusoid", já está na minha lista de melhores do ano!
Confiram abaixo o making of do disco, dividido em 3 partes:



domingo, 30 de julho de 2017

Review: Havok – Conformicide


Por Pedro Humangous

Engraçado... um dia desses estávamos falando exatamente sobre bandas que praticam Thrash Metal hoje em dia e da dificuldade que elas tem de se reinventar – resenha da banda Warbringer publicada aqui no blog. Chega então ao mercado brasileiro o mais novo trabalho da banda americana Havok, “Conformicide”, o quinto disco na carreira. E não é que os caras deram um “up” no seu som? Parece que colocaram tudo o que existe de melhor no estilo, colocaram em um caldeirão e deixaram o caldo engrossar! Aqui você irá ouvir um pouco de Exodus, Megadeth, Testament, Revocation, Annihilator, além de inserções de Groove Metal, umas pitadas de Prog, enfim, modernidades e inovações inesperadas para o estilo. Muita gente acha que “Time is Up”, de 2011, é o melhor deles, mas após ouvir o novo álbum fica difícil decidir, acredito que este seja o “masterpiece” da banda! As letras estão mais ácidas, mais diretas ao ponto e não poupam quando o assunto é alfinetar e enfiar a faca na ferida. As letras falam sobre a realidade do mundo atual, política, guerras e religião. A arte da capa é simples, porém, tem muito a dizer, mostrando claramente que é necessário que as pessoas abram suas mentes, se livrem de pensamentos pré-determinados, que fujam do controle imposto pelos governantes e pela mídia. Ainda falando da arte, o encarte está simplesmente incrível, repleto de desenhos insanos que acompanham as letras. Com a entrada do baixista Nick Schendzielos (que também toca no Cephalic Carnage e Job For A Cowboy), as músicas ganharam mais dinâmica, ficou com mais groove, mais técnica e mais divertido de ouvir. A mixagem deu um espaço extra e deixou as linhas do baixo bastante audível, fazendo toda a diferença nas composições e consequentemente no resultado final. Os vocais de David Sanchez também merecem destaque, estão raivosos, ensandecidos, rasgados na medida certa, misturando aquele Thrash com um toque de Black Metal – lembrando um pouco do Skeletonwitch. Gostei muito da criatividade do baterista Pete Webber e dos solos do guitarrista Reece Scruggs, ambos trouxeram bastante dinamismo às composições. O disco todo está incrível, com uma produção animal, destaque para as faixas “Hang ‘Em High”, “Intention To Deceive” e “Peace Is In Pieces”. Um álbum bem acima da média, altamente recomendado para os amantes do estilo em busca de novidades sem abrir mão da essência!


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Review: Tankard – One Foot In The Grave


Por Pedro Humangous

É isso mesmo, podem acreditar, a banda alemã Tankard está fazendo trinta e cinco anos de carreira e “One Foot In The Grave” é o décimo sétimo álbum na invejável discografia desses beberrões! Convenhamos, quem toca com paixão, exaltando o Thrash Metal e a cerveja, já merece nossos aplausos e admiração eterna! Como o próprio nome do disco já diz, estão com um pé na cova, parece que a banda está prestes a jogar a toalha – impossível pensar isso quando se ouve as novas músicas, repletas de energia, velozes e com fôlego de sobra – como conhecemos o bom humor dos caras, sabemos que trata-se apenas uma piada, trocadilho, blefe. A arte das capas deles nunca foi o ponto forte (mas, tem gente que gosta né...) e essa não foge à regra, bem tosquinha e pode até afastar alguns jovens apreciadores do Metal que por ventura ainda não conhecem esse tanque de guerra. Falando das músicas, esse é um dos discos mais agressivos, pesados e técnicos do Tankard, os riffs estão insanos, as músicas estão divertidas, os refrões estão ainda mais grudentos. A bateria usa da inteligência para misturar os momentos mais “metralhadora”, muitas viradas, abuso nos pratos e principalmente do bumbo duplo! Gostei muito das linhas vocais do Gerre, soam agressivos, porem saem com facilidade e leveza, um contraponto interessante. Estou boquiaberto com o estupendo trabalho de guitarras do Andi, seus riffs estão incrivelmente viciantes, os solos de arrancar a cabeça do pescoço – “One Foot In The Grave”, “Syrian Nightmare” e “Northern Crown” não me deixam mentir. Esse lindo lançamento ainda nos traz mais surpresas, o novo álbum é acompanhado de um disco bônus contendo doze faixas gravadas ao vivo no Rock Hard Festival 2016, trazendo um apanhado geral de sua brilhante carreira! Um registro histórico e imperdível, vale a pena ter na coleção! Vida longa aos mestres cervejeiros do Metal! 


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