quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dissidium: banda anuncia nova formação e gravação de álbum


A banda Dissidium está com nova formação e prestes a divulgar seu mais recente projeto musical. Esta nova fase criativa do grupo, além de contar com os veteranos Alex Souldealer Abrantes (Guitarra e Vocais), Eduardo Amorim (Bateria) e Hálamo Reis (Guitarra e Vocais), é marcada pelo retorno do vocalista Williard Scorpion (Alba Savage, ex-Medicine Death), que gravou com o grupo o EP “Danse Macabre” (2009), e também pela adição de um novo integrante, Wilhelm Hansen (Teclado, Efeitos Sonoros e Guitarra), experiente músico da cena underground paraibana, que tem em seu currículo bandas como Alba Savage, Bona Dea, Star 61, Carcinoma e Medicine Death. 

Nesse ínterim a banda se dedica à conclusão da arte gráfica e o estabelecimento de parcerias (produtoras, gravadoras, selos, distros, etc.) que possam viabilizar o lançamento e a distribuição do novo material. Interessados nessa parceria podem entrar em contato por um dos canais indicados abaixo. Em breve serão divulgados mais detalhes sobre a temática da obra e seu lançamento.

PARA MAIS INFORMAÇÕES:
www.dissidium.com
www.facebook.com/dissidiumband
Twitter: @dissidium
E-mail: info@dissidium.com

Exodus: novo álbum debutando nas paradas do mundo todo


O novo álbum ‘Blood In, Blood Out’, da lenda Thrash da Bay Area EXODUS, acaba de estrear em várias listas de venda pelo mundo todo!

‘Blood In, Blood Out’ entrou nas paradas alemãs na posição # 29 e estreou na Billboard Top 200 dos EUA em uma incrível posição # 38, fato raro em se tratando de bandas mais extremas!


Além disso, o disco entrou em vários charts internacionais pela primeira vez na história, entre eles o Reino Unido, França, Finlândia, Holanda e República Checa. Aqui estão todas as posições nas paradas EXODUS atingiu até agora:


Alemanha: # 29
Finlândia: # 30
Suíça: # 30
EUA: # 38 (Billboard Hard Music Album: #2, Billboard Top Independent Album: #6)
Áustria: # 38
República Checa: # 38
Reino Unido: # 72
França: # 75
Holanda: # 85
Canadá: # 101 (Top Hard Album: #6, Top Current Albums: #86)
Bélgica: # 125 (Vlaandern # 130, Wallonie # 82)

No Brasil, ‘Blood In, Blood Out’ será lançado pela Nuclear Blast Brasil até meados de novembro. O álbum marca a volta do lendário vocalista Steve Zetro Souza e foi produzido pelo mago Andy Sneap (Accept, Kreator, Megadeth).


Foram disponibilizados dois lyric vídeos, inclusive com a música que conta com a participação de Kirk Hammett (Metallica), ‘Salt The Wound’, confira:

https://www.youtube.com/watch?v=CMs9yNlBp4c

https://www.youtube.com/watch?v=pfu94oJ1so8


Lojistas interessados em receber o catálogo da Nuclear Blast Brasil entrem em contato pelo e-mail: nuclearblastbrasil@mti-enter.com

Heavy And Hell Press & Chama Vídeo Independente: Quer ganhar um videoclipe de graça?


É isso mesmo, a Heavy And Hell Press em parceria com a Chama Vídeo Independente irá dar a sua banda um videoclipe inteiramente grátis!

Mas como isso irá funcionar? De uma maneira muito simples onde os responsáveis por cada parte irão se reunir e decidir qual banda ou músico premiar. Onde alguns pontos são levados em consideração como:

*A banda/músico não ter nenhum vídeo
*Sua participação na cena se é ativa ou não
*O clipe consiste nas filmagens, questões de local, infra-instrutora ou até mesmo equipamentos ficam a critério de cada banda ou músico.

Um clipe hoje em dia bem produzido é uma grande oportunidade de divulgação, pois como vivemos em uma era digital, as divulgações visuais estão em alta e trazendo grandes retornos a bandas, mídias e etc.

Então você banda/músico fique esperto, pois a qualquer momento estaremos entrando em contato!


Conheça mais a Chama Vídeo Independente:

Cavalera Conspiracy: novo álbum será lançado no Brasil

Mais uma bela notícia para os colecionadores brasileiros! O novo álbum do Cavalera Conspiracy será lançado no Brasil pela Voice!


O lançamento será feito em parceria com o selo Red Star Records. A versão brasileira contará com duas bônus exclusivas e será em formato digipack!

Este é o terceiro trabalho dos irmãos Max e Iggor Cavalera desde que se reuniram após suas saídas do Sepultura. Mais uma vez a dupla busca um som visceral misturando todas as suas influências trazendo músicas diretamente da velha escola extrema com o groove característico, marca registrada dos irmãos.


Uma música do álbum foi apresentada:
https://soundcloud.com/napalmrecords/cavalera-conspiracy-bonzai-kamakazi/s-RA3FI

Um videoclipe para a música ‘Babylonian Pandemonium’ com imagens gravadas no Brasil foi também disponibilizado:




‘Pandemonium’ estará disponível no Brasil no final de novembro. Este e outros lançamentos da VOICE MUSIC podem ser comprados nas melhores lojas especializadas do Brasil. Lojistas podem entrar em contato com a Voice Music pelo e-mail: vendas@voicemusic.com.br

Review: Warburst Command - Barbarian, Conqueror


Por Leandro Fernandes

Interessante como bandas do Nordeste do país investem em um som pesado. Os caras procuram sempre trabalhar em um lance mais old school e conseguem fazer isso com muita facilidade e responsabilidade. “Warburst Command” entra nessa pegada com um som bastante original, mesclando o Black, Speed e Thrash Metal. Em três músicas a banda consegue fazer essa mistura sem se perder, deixando o som macabro e sombrio ao mesmo tempo. A proposta aqui é direta e sem muito tempo a perder. O trio destila muita raiva e agressividade nesse EP, riffs crus e cavernosos, um baixo super veloz (mas infelizmente se escuta pouco) e uma bateria com uma pegada bastante Thrash, dão vida esse pequeno disco, que é matador. Abrindo os portões, “Barbarian, Conqueror” mostra um som pesado e cru, Prometheus (vocal/guitarra) trabalha em um timbre de voz bastante agressivo e “rasgado”, criando também bons riffs cadenciados, arriscando alguns agudos durante a música. “To Achieve Victory” é rápida e empolgante, garantia de grandes rodas de mosh nos shows. “Throne of Skulls” também é rápida, mas sua pegada é um pouco mais cadenciada e é um “tapa na orelha”, pois é uma música curta e intensa. A banda já pode preparar um debut, pois se encontram preparados para criar um disco bom e de qualidade. Nota: 8,0


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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Hollowmind: banda divulga capa e tracklist do novo álbum


O trio de Heavy Metal Progressivo Hollowmind acaba de divulgar a capa e o tracklist de seu segundo álbum, The Cardinal Factor

A arte, elaborada pela agência Urban Summer, sintetiza visualmente o conceito do álbum – a simbologia dos números. “Estão ali todos os elementos que compõem o universo das letras do disco: os números, o Norte, a cor vermelha”, diz Roberto Gutierrez, baixista e vocalista da banda. O encarte do CD também trará um texto sobre o conceito do disco e ilustrações exclusivas do artista Gustavo Brocanello.

São ao todo dez canções, conforme tracklist a seguir. “As letras falam sobre o significado dos números cardinais. A primeira música é sobre individualidade, característica do número 1, e por aí vai”, revela Gutierrez. "A última música do disco, instrumental, é dedicada ao número zero – que simboliza o vazio completo".

1.     Nonsense of Belonging (06:10)
2.     Even Shares of Gold (05:42)
3.     Bitter Words (06:25)
4.     On The Wings of Ruin (06:16)
5.     The Crossing (06:05)
6.     Haven (06:16)
7.     Under Fading Lights (09:33)
8.     A Momentary Lapse of Treason (05:35)
9.     Ashes of Yesteryear (09:21)
10.  Over and Out (03:35)

The Cardinal Factor foi produzido por Fabio Ribeiro e Ale Souza (Andre Matos, Remove Silence) e masterizado no Norcal Studios por Brendan Duffey (Angra, Almah, Torture Squad), e será lançado pela Die Hard Records em novembro. Uma amostra do novo trabalho pode ser conferida no link a seguir: https://soundcloud.com/hollowmindbr/haven.


Em paralelo aos preparativos para o lançamento do álbum, o Hollowmind encontra-se ensaiando para os shows de divulgação e gravando seu primeiro vídeo-clipe.

Sobre o Hollowmind: Banda paulistana de heavy metal progressivo fundada em 1993, estreia em vinil com uma participação na coletânea independente Conexão Underground (1994). Na década seguinte lança seu primeiro CD,Soundscape of Emotions (Die Hard Records, 2007), obtendo excelentes críticas da imprensa especializada. Apontada pelos leitores da revista Roadie Crew como uma das principais revelações do cenário brasileiro (2008), é convocada para a seletiva do festival alemão Wacken Open Air (2009). Em 2014, lança seu segundo álbum, The Cardinal Factor (Die Hard Records).


Social Media: /hollowmindbr

TÁ NO SANGUE! Livro conta os primórdios do Rock Pesado Gaúcho


Lançado de forma independente, o livro “Tá no Sangue! – A História do Rock Pesado Gaúcho – Parte 1” (400 pág.), como o próprio nome sugere, mergulha fundo na história do Rock Pesado Gaúcho, contemplando todos os gêneros ditos “pesados” dentro do Rock ‘n’ Roll, indo do Hard Rock, passando pelo Heavy Metal (e seus subgêneros) até a urgência do Punk Rock e o perfeccionismo do Rock Progressivo, sem distinções.
Inicialmente o livro contaria toda esta gloriosa história, desde o seu início até os dias atuais, porém, devido a grande quantidade de material coletado (foram cerca de 200 entrevistas e muita pesquisa), decidiu-se dividir esta verdadeira saga em dois capítulos, garantindo assim o espaço necessário para contar tantas aventuras e feitos nestas cerca de cinco décadas de história. Os entrevistados que não figuraram nesta edição consequentemente entrarão na próxima, bem como tudo o que se refere a 1989/1990 em diante.
E para levar os autores mais perto do público, haverá uma sessão de autógrafos na 60º Edição da Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 07/11, sexta-feira, às 20h. Este é o mais antigo evento do gênero realizado em caráter ininterrupto no Brasil e o maior dentre os que ocorrem ao ar livre no Continente Americano, sendo realizado de 31 de outubro até 16 de novembro, na Praça da Alfândega.
A previsão é que o livro esteja à venda na Feira desde a abertura do evento no dia 01/11, bem como também poderá ser adquirido com os autores através dos contatos oficiais do livro. Por enquanto foram fechadas parcerias com a“AGEI - Associação Gaúcha de Escritores Independentes” e com a “Terceiro Mundo/Banca do Livro”, que comercializarão o livro em suas bancas. Mais informações no decorrer dos próximos dias. Os interessados em adquirir o livro pelo correio deverão entrar em contato pelo seguinte e-mail: projetolivrors@gmail.com

Serviço:

Sessão de Autógrafos na Feira do Livro – Porto Alegre/RS
Local: Praça de Autógrafos – Praça da Alfândega - Centro
Data: 07/11/2014
Horário: 20h

Sobre os autores:

Luis Augusto Aguiar: Nascido em Porto Alegre, é administrador, Rocker desde sempre, começou a curtir som pesado em 1983.

Maicon Luís Custódio Leite: Natural de Parobé, cidade situada no Vale do Paranhana, foi iniciado neste mundo paralelo por volta de 1989, através das revistas BIZZ de seu primo, e consequentemente pegando emprestadas fitas K7 e LPs de amigos, além de trocar gravações pelo correio. Aos poucos foi descobrindo sua paixão pela escrita, criando seu próprio fanzine xerocado, chamado Monsters of Rock e hoje participa de conceituados meios de comunicação dentro do Heavy Metal, como Roadie Crew, Hell Divine, Metal Warriors e Whiplash, além de trabalhar como assessor de imprensa de diversas bandas e produtoras com a Wargods Press.

Douglas Torraca:
Jornalista, residente em Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre, formou-se pelas Faculdades Anhanguera, em 2001. Já trabalhou na Rádio CBN, Notícias do Dia (SC), O Popular (GO), e Editora Grande Porto Alegre (RS), além de escrever em blogs sobre Heavy Metal e futebol. É ex-goleiro, músico frustrado e viciado em cinema. O universo do Rock Pesado entrou na sua órbita, aos 14 anos, no início da década de 90, graças ao professor de guitarra de um primo que apresentou discos de Ozzy Osbourne, Metallica, Faith No More, Rata Blanca e Alta Tensão.

Review: Karne - Faith in Flesh


Por Rybanna Monturil

Ao receber o material, sabia que se tratava de Black Metal, e pelo nome eu achei que fosse nacional e “melodioso”. Me enganei, a banda é francesa e crua e uma nova surpresa, com uma front woman. Não conhecia a banda, mas foi só começar "Agony" para me conquistarem. Formada em 2011, Karne contava apenas com uma demo lançada anteriormente, “MMXII” em 2012. O lançamento em terras brasileiras fica por conta da parceria firmada entre Shinigami Records com o selo Quality Steel Records. "Faith in Flesh" é direto e rápido, conta com uma melodia simples, sem exageros, mas que traz de longe certa suavidade contrastando com o áspero Black Metal. "Kill Me Again", música que me chamou bastante atenção, de longe já me é a melhor do álbum. Destacam-se também "Agony", "Karne" e "Carnage Path".  Segue o track list para usufruírem desse “doce” Black Metal:

1. Agony
2. Darkest Fear
3. The Mass Grave
4. Karne
5. Kill Me Again
6. Carnage Path
7. C.R.U.D.
8. Gore Me
9. Day & Night (Agony Part II)
10.
Hidden Track

Formação:
Eingeweide - Vocais
H.K.A. - Guitarras
R. - Guitarras
Hraesvelg - Baixo
Bael - Bateria


Contatos:


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Review: Eternal Sex and War - Negative Monoliths


Por Pedro Humangous

Seja sincero, o que esperar de uma banda cujo nome é Eternal Sex And War? A expectativa é de coisa boa! Pra quem nunca ouvir falar deles, o logotipo com uma cruz invertida e um demônio já ajuda a decifrar o estilo de som. A arte, muito bonita diga-se de passagem, com um pentagrama e mais demônios alados, deixa claro que estamos diante de uma banda extrema, voltada para o lado obscuro do Metal. A base da sonoridade desse power trio formado por Thorshammer (vocal e guitarra), Gornhar (bateria) e Dr. Faustus (baixo), é o Black Metal, mas com uma forte tendência ao Death Metal. Os riffs e a bateria são sempre velozes e cortantes, contrastando com o vocal arrastado e cavernoso. A produção de “Negative Monoliths” deixou o som bastante orgânico, sujo e com aquela cara de banda old school. O legal é que eles não têm medo de experimentar e em alguns momentos encaixam um Doom ultra pesado e em marcha lenta, quase parando – como nas faixas “Endless Dogmatic Demolition” e “Hallucinated By The Ungod Of Exile”. Quando apostam em composições mais Death Metal, soam como um Vader no início de carreira, o que é bem interessante e nostálgico. O som não é nada inovador, muito pelo contrário, soa datado e agrada a amantes do estilo em sua raiz. Mesmo assim, apesar da gravação mediana, o trabalho agrada bastante. Ao todo são oito faixas densas, agressivas e de tirarem o fôlego. Graças a uma parceria entre a gravadora alemã Quality Steel Records e a brasileira Shinigami Records, agora podemos ter esse material em nossas prateleiras, além de conhecer melhor o que a cena italiana é capaz de oferecer. Um lançamento interessante, vale a pena procurar, você pode se surpreender. Nota: 7,5


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mad Dragzter: Confira a capa e track list do novo álbum

O Mad Dragzter acaba de disponibilizar a capa e o tracklist de “Master Of Space And Time”, disco que será lançado no começo de 2015.

A arte da capa é assinada pelo artista Sergio Cariello, conhecido como um dos mais talentosos do mundo dos quadrinhos, com uma bagagem que inclui trabalhos nas gigantes Marvel Comics e DC Comics – além de tantas outras empresas, como as independentes, CrossGen Comics e Dynamite Entertainment.


O Tracklist de “Master Of Space And Time” traz as seguintes músicas:

1 - Valley Of Dry Bones
2 - Almighty
3 - Master Of Space And Time
4 - 5708
5 - Megiddo
6 - Gehenna: The Second Death 
7 - King Of Kings
8 - Army Of Truth
9 - Sons Of Thunder
10 - The Man By The Pool Of Bethesda 
11 - One Nation, One Church
12 - Mission Open Doors
13 - Vox Spiritus Sancti
14 - Wrath Of God
15 -  New Heaven And New Earth

Você pode conferir um pequeno trecho de “Sons Of Thunder” (versão demo), que foi usada na trilha sonora da coleção da Army Inc., outono/inverno, passado, aqui:


A formação do Mad Dragzter continua a mesma de “Killing The Devil Inside”, lançado em 2006, com Tiago Torres (vocal e guitarra), Gabriel Spazziani (guitarra), Armando Benedetti (baixo) e Eric Claros (bateria)

Acompanhe as novidades da banda no site e nas redes sociais:

Cooking Hostile: Aprenda a cozinhar com os mestres do Heavy Metal!

Confira a série animada de Cooking Hostile, com Phill Anselmo:









terça-feira, 14 de outubro de 2014

Review: ITD - Into The Dust


Por Pedro Humangous

Eu já tinha ouvido falar da banda ITD (Into The Dust), porém, ainda não havia escutado suas músicas. Prevejo uma chuva de pedras, mas não sou lá grande fã do Black Sabbath. Fui ter contato com o Heavy Metal bem mais tarde, portanto minha “escola” é a mais recente. O ITD, formado das cinzas da banda Grothesc, vem de Brasília e apresenta um Doom totalmente Stoner (e bebe bastante da fonte do Sabbath), coisa rara de se ver por terras brasileiras. Além disso, o grupo formado por Nossat (guitarras e vocais), Santos (baixo e sintetizadores) e Marra (bateria), canta suas letras em português, facilitando o entendimento da obra. O disco autointitulado possui sete faixas do mais arrastado e sombrio Metal, com fortes influências setentistas, guitarras sujas, ritmo cadenciado e um estilo simples e reto, porém bastante eficiente – quase hipnótico. O trabalho está muito bem produzido, com uma ótima qualidade de gravação, graças às mãos do experiente Caio Duarte (Dynahead) e seu Broadband Studio. A bela ilustração da capa foi feita por Tiago Prado e logo de cara já deixa exposta a proposta da banda. Falando das composições em si, gostei bastante do timbre escolhido para as guitarras, poluídos na medida certa, a bateria bem destacada e o baixo com seu peso mortal. O vocal de Nossat caíram feito uma luva nesse instrumental, meio rasgado, meio angustiado, gerando certo desconforto e inquietude no ouvinte, chamando para bater cabeça. “Redentor” é a mais sabática de todas, obscura, densa e mortal, uma das melhores do álbum. O lado mais Doom se faz presente com mais veemência na interessante faixa “Arcabouço”, fazendo o ouvinte viajar sem rumo. Outra que merece destaque é “Réquiem”, onde eles acertam em cheio nas alternâncias de tempo – me lembrou um pouco o som de bandas como Kylesa, Howl e Black Tusk. Definitivamente merecem maior destaque por fazer parte desse estilo tão pouco experimentado por bandas nacionais, além de terem competência suficiente para crescer ainda mais. Um álbum denso, porém ótimo de ser ouvido. Uma grata surpresa, ficarei de olho daqui pra frente. Nota: 8,0


Ouça e compre sua cópia aqui: http://intothedust.bandcamp.com/


Dragonheart: divulgada capa do novo álbum "The Battle Sanctuary"


Ótima notícia galera! Os curitibanos da banda Dragonheart estão de volta! Eles divulgaram recentemente, através de seu perfil oficial no Facebook, a capa do seu próximo álbum, "The Battle Sanctuary”, que finaliza a trilogia iniciada com os aclamados álbuns “Throne of Alliance” e “Vengeance in Black”. O álbum está finalizado e mixado. Ficaremos de olho, pois em breve haverá mais informações sobre a data de lançamento.

FACEBOOK - Dragonheart

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Review: Lottors – Mirage


Por Pedro Humangous

Ah esse Metal brasileiro que não cansa de nos surpreender...! Quem é o louco que diz que as bandas daqui são inferiores ou não prestam? Com essa facilidade tecnológica atual, muitas bandas renegadas às garagens e estúdios locais, hoje podem gravar um disco de alta qualidade e atingir um público mais amplo na internet e consequentemente em seus futuros shows. Confesso que não tinha ouvido falar ainda do Lottors e não sabia o que esperar ao ver essa belíssima arte que ilustra a capa (méritos para Carlos Fides da Artside). E sinceramente, ao colocar o disco pra rodar, continuava sem saber o que esperar de cada segundo que ia sendo apresentado. Uma mistura incrível de estilos e experimentalismos transborda o caldeirão intitulado “Mirage”. Temos aqui um Prog Metal recheado de guitarras de sete cordas (ou oito, não sei), partes mais agressivas e extremas, com quebras de tempo insanas e um vocal que parece ter saído de um manicômio. Notamos também uma forte influência desse mais recente gênero chamado Djent, misturado com linhas vocais que variam entre o gutural e o limpo num estilo Mike Patton (Faith No More). Resumindo, o negócio é loucura total, imprevisível e constantemente interessante. O mais incrível é que todo esse som é feito por um trio, formado por João Augusto (baixo e vocais), David Schilckmann (guitarras) e Julio Duarte (bateria). O timbre das guitarras é animal, bem como o bom gosto na construção dos solos que invadem as músicas sem aviso prévio. A bateria também está nervosa e desafiadora, seguida de perto pelas linhas criativas e encorpadas do baixo. O vocal é bastante versátil, mas as vezes peca por experimentar demais e acaba soando estranho em alguns momentos como na faixa “Broken Bird”. O álbum é recheado de vinhetas entre as músicas, gerando um clima interessante na audição completa do trabalho – no total são 14 faixas e quase uma hora de música. Minhas favoritas são  “Pot Of Greed” e “Whar I Left To Bleed”, ambas extremamente complexas e diversificadas, creio que são as que melhor definem a proposta do Lottors. O instrumental me deixou de queixo caído, eu só recomendaria uma leve melhorada nas partes limpas do vocal e quem sabe experimentar uns guturais mais fechados, iriam contrastar muito bem com os mais rasgados e abertos. Definitivamente uma das revelações nacionais do ano! Ouça! Nota: 9,0


Contato:

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Review: Imperative Music - Volume VII


Por Pedro Humangous

Tenho em mãos mais uma coletânea da Imperative Music, desta vez o Volume VII. O trabalho capitaneado por Gilson Arruda é brilhante e agrega bandas dos mais diversos estilos e países do mundo todo, criando uma compilação super interessante, ótima para conhecer coisa nova! Falando especificamente desse sétimo volume, encontramos praticamente de tudo. Alguns sons são realmente muito bons e profissionais, vindo de países com pouca tradição no cenário mundial. Um claro exemplo é a banda Ishtar da Coréia do Sul, com um Symphonic Metal de primeira e uma vocalista super talentosa. Taiwan por sua vez não fica para trás e nos brinda com um Thrash nervoso da banda Greedy Black Hole. Porém, nem tudo são flores por aqui, existem sim algumas bandas bem fracas e com qualidade de gravação altamente discutível – pode passar longe da banda francesa Red Dead e da suíça Undead Vision por exemplo. Se o intuito é divulgar os nomes menos favorecidos no underground, essa coletânea recebe pontos extras, porém podia ser mais criteriosa na escolha do cast, principalmente no quesito qualidade de som de alguns representantes. Destaque para a banda chilena Zenit, com uma proposta bem diferenciada. As bandas brasileiras fizeram bonito e apresentaram, no geral, a melhor sonoridade dentre as demais. Entre as nacionais estão: Rotten Filthy, Subversilvas, Rise ‘N’ Down, Amen Corner, Toxic Maze, Southern, Cellmys e Silent Hall. Se você tem uma banda e ficou interessado em participar, entre em contato com a Imperative Music, pois é um trabalho que vale a pena. Os discos são produzidos nos Estados Unidos e distribuídos para as principais gravadoras e imprensa da Europa, EUA, Japão e Brasil.

Contatos:

(clique na imagem para ampliar)

Review: Eternal Malediction – I, Eternal


Por Pedro Humangous

Desde quando tive o primeiro contato com o som do Eternal Malediction, em 2006 através do álbum “Endeavour Through Thorns”, pirei com a sonoridade apresentada. Uma mistura de Black, Death e Prog, montando um quebra cabeça perfeito e muito bem balanceado. Originalmente lançado em 2009, o single “I, Eternal” (que conta com três músicas) não teve uma exposição esperada e merecida – das 500 cópias confeccionadas, apenas metade foi distribuída. Agora, em 2014, a outra metade está sendo disponibilizada para venda e apreciação. O trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Rafael Augusto Lopes (Imminent Attack, Lothlöryen) e Brendan Duffey (Torture Squad, Angra, Dr. Sin) nos estúdios Casanegra e Norcal. As composições são de cair o queixo, belíssimas estruturas, ora complexas, ora de facílima assimilação. As guitarras abusam de momentos absurdamente belos como na faixa “Ego Rex”, misturando a linda melodia com partes extremas e sujas. Os vocais de Heverton Souza também merecem destaques, pois trazem a angústia e malevolência do rasgado típico do Black Metal, contrastando com o instrumental. “The Process”, faixa de abertura, é a mais simples e direta – com menos de três minutos de duração, ela acerta na dose entre o Black e o Death Metal. O destaque mesmo fica para a faixa que leva o título do single, “I, Enemy”, uma verdadeira epopeia sonora, passando inclusive pelo Jazz com aquela pegada Prog, transbordando feeling e bom gosto. Ano que vem, serão 15 anos desde a criação do Eternal Malediction. Quem sabe eles não resolvem comemorar e nos presentear com um novo álbum de inéditas! Aos interessados em adquirir essa obra de arte, o single custa apenas R$ 10 (já com frete incluso), basta entrar em contato com a banda através do email: luxpress1@gmail.com


Formação de "I, Enemy":
Heverton Souza - Vocais
Rafael Souza - Guitarras
Rafael Augusto Lopes - Guitarras
Pedro Salles - Baixo
Betto Cardoso - Bateria

Contatos:
myspace.com/eternalmalediction
https://www.facebook.com/pages/Eternal-Malediction-Band/243981475643860

Review: Sangrena - Blessed Black Spirit


Por Pedro Humangous

O estranho e curioso mercado da música no Brasil... Algumas belas porcarias são lançadas no mercado nacional, porém, outras tantas pérolas são simplesmente ignoradas pelos selos e gravadoras. A solução encontrada por muitos é lançar seu próprio material, ser independente. A banda brasileira Sangrena gravou o álbum “Blessed Black Spirit” em 2007 e teve seu lançamento feito no exterior através da Darzamadicus (Europa) e Sevared Records (Estados Unidos). Somente agora, quase oito anos depois, temos a chance de conferir esse belo trabalho voltado para o verdadeiro e tradicional Death Metal. Você já sente o cheiro dos anos 90, aquela pegada mais old school de se fazer o Metal da Morte, porém, o grupo de Amparo (SP) consegue ainda adicionar uns toques extras de personalidade, dando uma nova roupagem ao estilo. As músicas são nervosas, agressivas e, em sua maior parte, velozes, sem deixar de experimentar da cadência mortal. Ao invés de apostarem naquela sonoridade pasteurizada e moderna (muito comum nos discos gravados hoje em dia), a banda apostou suas fichas em um som mais orgânico, o mais fiel possível da realidade, daquele som que você ouvirá ao conferi-los ao vivo. Obviamente essa escolha gera consequências e com isso o som ficou um pouco mais cru e abafado – o vocal poderia ser um pouco mais alto e aberto na mixagem. Em compensação a bateria está fenomenal (blast beats até não aguentar mais!), ditando o ritmo das onze infernais composições! As linhas de baixo e guitarra também não ficam para trás, é riff atrás de riff, entortando qualquer pescoço que se preze! As faixas que mais gostei foram “Cursed By Revenge” e “The Ninth Prophecy”, ambas diversificadas e viciantes! Como grande apreciador das artes das capas, achei que essa em questão podia ter sido melhor trabalhada – possui boas ideias e ótimos elementos, mas o resultado final deixou um pouco a desejar. O Sangrena é uma banda com enorme potencial e merece sua atenção. Espero que não demorem tanto tempo para lançar outra pedrada como essa! Nota: 8,0


Formação:
Luciano Fedel - Vocais, Baixo
Fabio Ferreira - Guitarras
Gustavo Bonfá - Guitarras
Alan Marques - Bateria

Tracklist:
01. When the Masks Fall
02. Infernal Domination
03. Cursed by Revenge
04. Land of Scorn
05. Abyss of Souls
06. The Ninth Profecy
07. Blessed Black Spirit
08. In Sacrifice
09. Reign of Illusions
10. City of Hanged People
11. The March

Contatos:


Review: Unearthly - The Unearthly


Por Cupim Lombardi

Essas primeiras frases reescrevi várias vezes para poder chegar à melhor forma de começar a descrever esse álbum e, como podem ver, não cheguei a nenhuma frase de efeito que descrevesse “The Unearthly”, o quinto trabalho de estúdio desses cariocas que só comprovam a importância da cena e do underground nacional no metal extremo mundial devido à sua sequência de trabalhos fantásticos! A musicalidade da banda, como esperado, só avança, e não só em relação à qualidade técnica, mas também em todo conteúdo e distribuição ao longo do trabalho, que tornam essa obra nada cansativa e muito instigante! Capricho na lírica das músicas, que inclusive tem a música “Eshu”, cantada em português (única no álbum), que nem precisa dizer de que se trata, mas também a preocupação de explicar o significado de cada letra mostra que o grupo tem mensagem e conteúdo para passar. Alguns podem achar partes mais cadenciadas no álbum, porém a agressividade, velocidade e peso na medida certa fazem desse álbum um destaque disparado nos lançamentos nacionais – e porque não? – internacionais desse ano. Convém destacar o uso de elementos de música afro-brasileira e percussões bem ligadas às matrizes africanas como na música “Chant from the Unearthly Rites”, que antecede “Where the Sky Bleeds in Red” que traz uma leitura da Guerra de Canudos bem interessante! Daria para falar de música por música, pois todas têm seu destaque e diferencial nessa obra-prima do metal extremo nacional. Álbum para ser escutado sem dó, do começo ao fim! E no repeat “fácil fácil”. Nota: 10


Unearthly - The Unearthly
(2014 – Nacional – Shinigami Records)


Formação:
F. Eregion – Vocais, guitarras
Vinnie Tyr – Guitarras
M. Mictian – Baixo
B. Drummond – Bateria


Tracklist:
01. The Sin Offering
02. The Confidence of Faith
03. Eshu
04. The Unearthly
05. Agens Mortis
06. Chant from the Unearthly Rites
07. Where the Sky Bleeds in Red
08. The Dove and the Crow
09. From Womb to Reborn
10. The Fire of Creation
11. Aisle to Everything


Contatos:
http://theunearthly.com/
https://www.facebook.com/unearthly.official

Onde comprar: Shinigami Records