sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Hell Divine Nº 22: Nova edição da revista está online!


A vigésima segunda edição da revista online HELL DIVINE já está disponível, trazendo como matéria de capa a banda EVERGREY! Nessa edição você poderá conferir a lista dos melhores de 2014 segundo a equipe da revista!

Confira as demais entrevistas:
ANGRA
KORZUS
UGANGA
TRAUMER
ZALTANA
GYULA HAVANCSÁK (ARTISTA GRÁFICO)

Ao todo são 48 páginas, contendo diversas colunas, além de resenhas de CDs, DVDs e shows. A revista está disponibilizada em formato PDF, mas, pode ser visualizada na tela sem necessidade de download. Para fazer o download gratuito da revista, acesse o link informado abaixo.

Review: M:Pire Of Evil – Crucified In South America / Live Forum Fest VI


Por Pedro Humangous

Nesses dias atuais, onde surge uma nova banda a cada segundo, fica a pergunta: será mesmo que precisamos de regravações? Para muitos, é um tempo e um investimento desnecessários, pois poderiam canalizar esse esforço para lançarem algo novo, com identidade própria. Mas e quando se trata de ex-membros de uma banda clássica, trazendo uma nova roupagem para essas músicas? Talvez a opinião mude um pouco – obviamente se o resultado for positivo. Conheço pouca coisa de Venom e praticamente nada do M:Pire Of Evil. Soube há pouco tempo que essa “nova” banda, formada em 2010, era composta por Tony “The Demolition Man” Dolan (baixo e vocais) e Jeff “Mantas” Dunn (guitarras e backing vocals), ambos ex-integrantes do Venom na década de noventa. “Crucified” é o segundo álbum desse grupo, e as composições são regravações dos discos “Prime Evil” (1989), “Temples of Ice” (1991) e “The Waste Lands” (1992) – apenas “Demone” e “Taking It All” são novas composições. A qualidade de gravação e produção ficaram ótimas, bem cristalinas e bombásticas, guitarras afiadíssimas, baixo encorpado (e audível na mixagem) e uma bateria violenta! Os vocais engasgados e rasgados combinam perfeitamente com o instrumental, esse Power/ Black/Thrash veloz e venenoso – lembrou um pouco de tudo, obviamente Venom, com pitadas de Slayer, Testament e Annihilator. Essa versão brasileira, lançada pela Shinigami Records, ganhou uma remasterização e quatro faixas bônus (sendo três delas ao vivo), recebendo o nome de “Crucified In South America”. 


E como seriam esses caras ao vivo? A Shinigami pensou nisso também e disponibilizou no mercado nacional o “Live Forum Fest VI”, gravado em Laudun-L’Ardoise” na França. A performance está bombástica, com um ótimo set list, além de uma boa qualidade de gravação – talvez pudessem melhorar somente os vocais. Conseguiram captar muito bem a essência de um show ao vivo e a sensação é de estar presente no dia da gravação. Não utilizaram overdubs (pelo menos não ficou descarado) e deu pra sacar bem como é a banda detonando nos palcos. Achei a arte da capa terrível (pra que esse "Live" gigantesco em cima da arte?), parecendo um bootleg barato, além de terem pecado em não fazer um encarte – um descaso com os fãs, afinal, quem compra disco hoje em dia, busca algo a mais.

Ambos os registros são bastante interessantes, com Metal correndo nas veias, ótimos para conhecermos um pouco da história do som que tanto amamos, além de conferir uma nova banda. Se comparados ao álbum “Hell To The Holy” (2012), são um retrocesso – principalmente em termos estéticos, pois esse primeiro disco tinha uma arte incrível. Espero que sirvam como trampolim para os próximos trabalhos, pois lenha esses caras tem de sobra pra queimar!


Crucified (In South America): 
1. Temples of Ice 
2. Parasite 
3. Kissing the Beast 
4. Blackened Are the Priests 
5. Carnivorous 
6. Black Legions 
7. Need to Kill 
8. Wolverine 
9. Crucified 
10. Demone 
11. Taking It All 
12. Manitou 
13. Die Hard 
14. Witching Hour 
15. Manitou Remix 

Live Forum Fest VI: 
1. Demone 
2. Wake Up Dead 
3. Blackened Are the Priests 
4. Carnivorous 
5. Temples of Ice 
6. Hell to the Holy 
7. Hellspawn 
8. Metal Messiah 

Formação:
Mantas – Guitarras 
Demolition Man – Vocal, baixo 
JXN – Bateria 

Contatos:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Review: Accept – Blind Rage

(Gravadora: Nuclear Blast Brasil)

Por Pedro Humangous


Obviamente sei da importância do Accept na história do Metal mundial. Porém, nunca parei para ouvir seus álbuns com a devida e merecida atenção. Sim, eu sei, perdi muita coisa legal da carreira deles, mas, pra quem começou a ouvir Heavy Metal muito tarde e com tantos lançamentos acontecendo, eles acabaram ficando para trás na minha lista de preferências. A única coisa que conheço deles é a clássica “Balls To The Wall” da época do UDO. Então como comparar esse lançamento em relação aos anteriores? Simples, não farei comparação nenhuma, apenas uma análise isolada sobre esse disco. Pra começar, que arte animalesca é essa que escolheram para estampar a capa? Dan Goldsworthy fez um trabalho incrível aqui, retratando muito bem o que esse trabalho representa: um touro, cego de raiva, pronto para destruir tudo e qualquer coisa que vier pela frente! “Blind Rage” soa jovem, energético e empolgante, com músicas rápidas, melodias super marcantes e refrãos que grudam na mente com apenas uma ouvida! Mark Tornillo, o “novo” vocalista, tem um timbre muito interessante, impondo respeito e personalidade às composições, todas interpretadas intensamente (como deve ser!). O Heavy Metal Tradicional, regado à riffs no melhor estilo alemão, transborda das caixas de som em uma sequência matadora, uma música melhor que a outra. “Stampede” e “Dying Breed” são de entortar o pescoço, ambas seguidas de perto por “Trail Of Tears”, “200 Years” e “Bloodbath Master” – as melhores e mais velozes do álbum. Como bônus, a Nuclear Blast lançou esse álbum com um DVD extra, contendo a apresentação da banda ao vivo no Chile em 2013, muito boa por sinal – aliás, com essa dificuldade nos atrativos para as vendas de CDs, acredito que as bandas e gravadoras deveriam lançar mais álbuns com esses DVDs extras, muito mais legal para o fã! O “Blind Rage” está sendo como um Benjamin Button para mim, irei conferir a discografia do Accept de trás pra frente, na certeza de ter mais uma banda favorita na minha lista! Nota: 9,0


Track list:
1 - "Stampede"
2 - "Dying Breed"
3 - "Dark Side of My Heart"
4 - "Fall of the Empire"
5 - "Trail of Tears"
6 - "Wanna Be Free"
7 - "200 Years"
8 - "Bloodbath Mastermind"
9 - "From the Ashes We Rise"
10 - "The Curse"
11 - "Final Journey"


Formação:
Mark Tornillo (Vocal)
Wolf Hoffmann (Guitarra)
Herman Frank (Guitarra)
Peter Baltes (Baixo)
Stefan Schwarzmann (Bateria)


Review: Imperative Music - Volume VIII


Por Pedro Humangous


A Imperative Music dando mais um largo passo em seus trabalhos, dessa vez apresentando o oitavo volume de sua já tradicional coletânea. Gilson Arruda, mentor do projeto, conseguiu dessa vez ir além e trazer bandas de renome para essa compilação. O foco desse trabalho é trazer para o conhecimento do público em geral, bandas menos conhecidas, independentes e de grande talento. Elas ainda continuam aqui, porém uniram forças com bandas como Epica e Obituary, elevando ainda mais a qualidade desse disco. A seleção aqui é bem vasta, tanto nos estilos das bandas quanto em seus países de origem. No meio de um track list tão variado, encontramos verdadeiras pérolas – infelizmente algumas outras não são tão boas assim. Destaque para a brasileira Elephant e seu Stoner viajante, excelente e surpreendente banda! Outras merecedoras de menção são a australiana Killrazer (com uma levada no estilo Revocation), a uruguaia Fallen From Skies (com seu Southern Thrash), a Agni Kai da Macedônia (um Metallica rejuvenescido), a brasileira Merenna (com seu Metal “farofa” para fãs de Bon Jovi) e o holandês Harry Loisios (praticamente um Malmsteen!). A incrível arte da capa, feita por Mironized na Grécia, deixa a coletânea ainda mais legal! Se você tem uma banda, e gostaria de participar dos próximos volumes, entre em contato com o Gilson e obtenha mais informações. É um trabalho digno e que rende bons frutos para a cena mundial em geral!

Cast completo:
EPICA (The Netherlands), ELEPHANT (Brazil), OBITUARY (USA), KILLRAZER (Australia), FALLEN FROM SKIES (Uruguay), AGNI KAI (Macedonia), GUILTY AS CHARGED (Belgium), FRAGMENTA (Australia), NUMBNESS (Brazil), WINTERHEARTH (Canada), SPIT (Brazil), MELTDOWN (Switzerland), SECONDS TO END (New Mexico), MARENNA (Brazil), KINGDOM STONE (Brazil), HARRY LOISIOS (Netherlands), SHEPHERD (Taiwan)

Contatos:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Review: Hammerfall - (r)Evolution

(Nuclear Blast Brasil)

Por Pedro Humangous

Antecedendo o lançamento desse disco, muito se falou em um “retorno” do Hammerfall às origens. Será mesmo que isso aconteceu em “(r)Evolution”? O próprio nome do álbum já sugere uma mudança, seja ela qual for. Após o trágico e fraco “Infected” de 2011, creio que qualquer coisa que eles fizessem já seria melhor. O fato é que desde “Threshold” que a banda vinha caindo de produção e apresentando um som insosso, capenga e sem atrativos. E para brindar essa volta às raízes, o grupo recrutou mais uma vez Andreas Marshall para fazer a arte da capa, ressuscitando o Hector (mascote e personagem principal, presente nas demais capas da discografia da banda). Antes do lançamento propriamente dito, foram lançados dois singles, “Bushido” (com direito a um final épico remetendo à música “The Way Of The Warrior”) e “Hector’s Hymn” (que inclusive ganhou um videoclipe bem legal). E a escolha dessas duas músicas foi a mais acertada possível, são as duas melhores de todo o álbum. Sim, os riffs estão de volta, os refrãos marcantes e altamente viciantes e aquela essência dos anos 90, auge do estilo. Mas nem tudo são flores aqui, temos algumas faixas de “encheção de linguiça” e chatinhas como “Evil Incarnate” e a balada “Winter Is Coming”, além de uns refrãos bem “meia-boca” em “(r)Evolution” e “Tainted Metal”. Em compensação, acertam em cheio quando aceleram o passo e detonam tudo em faixas como “We Won’t Back Down” e “Origins” (essa podia ser facilmente uma música do Freedom Call). Até os clichês estão de volta, acompanhando as letras, usam as palavras “Heeding The Call”, “Speed Of Light”, “At The End Of The Rainbow”, entre tantas outras que se repetem durante a audição. Uma das mais legais é a bonus track “Demonized”, apesar de contar com uma estrutura simples, possui uma pegada bem legal! Vale mencionar que todos os backing vocals foram feitos por Mats Levén (ex-Therion, At Vance, Yngwie Malmsteen). Então, esse é o retorno glorioso do Hammerfall? Infelizmente, ainda não. Mas valeu a tentativa, voltaram para o caminho que haviam perdido e nos deixam esperançosos pelo próximo álbum! Nota: 8,5


Uma pequena ressalva em relação à versão nacional lançada pela excelente Nuclear Blast Brasil: o encarte desse disco veio com o corte incorreto, deixando algumas páginas maiores do que outras. Isso aconteceu também com o lançamento da banda Epica (cortou inclusive parte das letras das músicas) além de algumas impressões estranhas em termos de cores, algumas vezes borradas. Apenas uma dica de quem aprecia os lançamentos dessa gravadora em nosso país e de quem ainda gosta (muito) de comprar discos originais. Um pouco mais de atenção com os fornecedores e a qualidade final do material será sempre bem-vinda. 


Track List:
1 - "Hector's Hymn"
2 - "(r)Evolution"
3 - "Bushido"
4 - "Live Life Loud"
5 - "Ex Inferis"
6 - "We Won't Back Down"
7 - "Winter Is Coming"
8 - "Origins"
9 - "Tainted Metal"
10 - "Evil Incarnate"
11 - "Wildfire"


Formação:
Joacim Cans - (Vocal)
Oscar Dronjak - (Guitarra, Teclados)
Pontus Norgren - (Guitarra)
Fredrik Larsson - (Baixo)
Anders Johansson - (Bateria)


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E se pudéssemos ver as capas por trás?



Pop Metal?

E se as bandas Pop tocassem Metal? Seria mais ou menos assim:

Lançamento em breve

Norwegian/Raw/Depressive/Atmospheric/Afrodescendant Metal


Review: Motosserra Truck Clube - Na Estrada


Por Augusto Hunter

“Na Estrada” tem uma gravação sensacional, foi produzido completamente no Estúdio Bagui Sons e no Estudiollon, em Varginha, interior de Minas Gerais - cidade famosa pelo ET e pelo ótimo Roça N´Roll. Todos os instrumentos estão bem timbrados e bem captados, você tem uma audição incrível do que a banda faz durante todo o disco. O Motoserra Truck Clube é uma daquelas bandas de Motoclube, uma versão “caminhoneira”, com letras que falam de estrada, coisas do cotidiano do motociclista, motor, bebidas, etc – tema infelizmente enfadonho e extremamente batido. Sim, é exatamente isso que você vai encontrar ouvindo o som desses caras. É ruim? Não, não é. Mas, acaba soando chato, repetitivo, sem criatividade. Mas, se tem uma música divertida no disco é “Born To Be Uai”, que tem todas aquelas forças de expressão que o mineiro usa, bem divertida de ouvir. Infelizmente não se sobressaem nesse mar cheio de coisas idênticas. Nota: 5,0


Formação: 
Thiago Giovanella – Vocal
Raphael Wagner – Guitarra/Vocal
Daniel Botrel – Guitarra/Vocal
Odillon Piassa – Baixo/Vocal
Bruno Rodrigues – Bateria


Tracklist:
1. Na Estrada
2. Volvorine
3. Num Vai Prestá
4. Madeira
5. Cafetão de Bueiro
6. Joga a Mãe
7. Born to Be Uai
8. Os Caçadores de Ressaca
9. Catapulta
10. Risca Faca
11. Tira-Gosto
12. É o Fim


Contato: https://www.facebook.com/motosserratc

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

10 discos para sair da mesmice


Hell Divine elege "10 discos para sair da mesmice"
Por Pedro Humangous

Tudo bem, eu sei que bandas como Metallica, Megadeth, Iron Maiden, AC/DC, Motorhead, entre tantas outras clássicas, são ótimas. Isso todo mundo já sabe. Também as ouço de vez em quando, sempre empolgam quando colocamos pra rodar em um churrasco ou no intervalo entre uma banda e outra nos shows. Mas, será que não tá na hora de deixa-las de lado um pouquinho e ouvir coisas novas? Que tal dar uma chance para que outras bandas incríveis também ganhem espaço na sua coleção e nos seus ouvidos? Fizemos então uma pequena lista de discos para que possam conhecer e sair da mesmice! Não são as melhores bandas, nem as mais inovadoras, são apenas dicas de gosto pessoal do redator. Esperamos que gostem e possam compartilhar com os amigos!

Não gostou da minha lista? Não tem problema, crie a sua própria lista e poste também! Tenho certeza de que muita gente irá gostar e assim estaremos todos conhecendo mais bandas!

Antes que perguntem: “Mas só tem gringa, onde estão as nacionais?” Calma, fique de olho em nossa página que em breve faremos as dicas das brasileiras ok? facebook.com/helldivine

1) Death Of An Era - Black
Sim, é moderno. Sim, é core. Mas, e daí? Acho que já deu pra amadurecer e admitir que existem bandas nesse estilo que podem ser muito boas, e esse é o caso. Um toque de Djent com Deathcore e muitos breakdowns, isso sem falar nas incríveis letras que falam da nossa realidade. Pra você se situar, a banda segue a linha do Chelsea Grin, Whitechapel e afins.



2) Gormathon - Following The Beast
A banda Gormathon surgiu na Suécia no ano de 2009 e de lá pra cá lançou apenas dois álbuns. O mais recente, “Following The Beast”, foi lançado no ano passado através da Napalm Records. O grupo pratica um Death Metal com bastante melodia, composições extremamente viciantes! Indicados para fãs de Amon Amarth e Tyr.


3) King 810 – Memoirs Of A Murder
Aclamado pela crítica mundial, essa é uma das grandes revelações de 2014. Um som moderno, agressivo e diversificado. O grande destaque fica para o estilo vocal utilizado, muitas vezes falado e sussurrado, com uma performance incrível. A banda está em turnê pela Europa com o Slipknot.


4) Bane Of Winterstorm – The Last Sons Of Perylin
Se você achava que o Power Metal pomposo e melódico, que fala de reis, espadas e dragões, era exclusividade dos italianos, se enganou. A Austrália apresenta sua versão do Rhapsody Of Fire, conheçam o excelente Bane Of Winterstorm! O grupo apresenta um Dark Symphonic Power Metal (como eles mesmo se intitulam) e misturam bem aquela fase clássica do Rhapsody com essa mais moderna (após a adição do “Of Fire” no nome). As músicas são todas bem longas, com uma orquestração de tirar o fôlego!


5) Barrier – Eventide
Os amantes do Hardcore não foram esquecidos! Pense em uma versão mais pesada do cruzamento entre o Hatebreed e o Killswitch Engage e terá uma leve noção do que esperar desses americanos do Barrier. O mais legal aqui é a ambientação criada com diversas camadas de distorção de guitarra e sintetizadores, misturada aos vocais insanos e um timbre brutal dos instrumentos. Para fãs de Norma Jean e Everytime I Die.


6) Engel – Blood Of Saints
Melodic Death Metal com Industrial e pitadas de eletrônico? Isso mesmo! O projeto capitaneado pelo vocalista Niclas Engelin é ousado e interessante! Há uma variedade incrível de linhas vocais (masculinas e femininas), além da criatividade sem limites. Seria algo como In Flames + Dubstep, com muito peso e melodias transbordando. Um álbum de extrema facilidade de assimilação, repleto de refrãos grudentos!


7) Damned Spirits Dance – Weird Constellations
Está de pé? Então, sente. É necessário calma e mente aberta para curtir essa loucura em forma de música. Custei a assimilar a proposta desses húngaros. Mas, após algumas audições, o álbum foi tomando forma e soando cada vez mais atrativo. O lance aqui é teatral, viajante e impossível de rotular. É preciso ouvir para crer.


8) Rise Of Avernus – L’Appel Du Vide
Quem aí gosta de um som arrastado, obscuro e pesado? A Austrália vem surpreendendo com a qualidade de suas bandas de Metal. O Rise Of Avernus resolveu tocar um Progressive Gothic/ Doom Metal, e essa “mistureba” ficou sensacional! Uma sonoridade ímpar, com uma construção instrumental belíssima, contrastando com os vocais cavernosos e guturais – sem falar nos vocais femininos. Epica meets Novembers Doom!


9) Aspherium – The Fall Of Therenia
Um dos discos que quase arrancou minha cabeça do pescoço! Um dos melhores trabalhos do ano passado e que pouquíssimas pessoas ouviram falar. Graças à internet e as milhares de horas “gastas” procurando coisa nova pra ouvir, me deparei com “The Fall Of Thereria” completo para audição. As músicas são atmosféricas e ultra técnicas, feitas para bater cabeça enquanto arregala os olhos, assustados com tamanha perfeição. Estruturas complexas e ritmos quebrados do Prog Metal, vocais extremos e uma atmosfera sci-fi de cair o queixo. Com pouco mais de uma hora de duração, eis uma obra de arte que deve ser, obrigatoriamente, conferida!


10) Empires Of Eden – Chanelling The Infinite
Gosta de projetos com vocalistas famosos? Então você precisa conhecer o Empires Of Eden, do guitarrista Stu Marshal (Dungeon). O cara chamou simplesmente Udo Dirkschneider (U.D.O., ex-Accept), Rob Rock (Impelliteri, Avantasia), Steve Grimmet (Grim Reaper, Onslaught), Sean Peck (Cage), Ronny Munroe (Metal Church), Mike Dimeo (ex-Riot, ex-Masterplan), Carlos Zema (Immortal Guardia, ex-Vougan, ex-Outworld), entre outros. Temos aqui um Power Metal de primeira, obviamente voltado para as guitarras e seus talentosos vocalistas. Não chega a ser um álbum fantástico, mas é bem legal para curtir as vozes de cada um emprestadas em músicas energéticas e grudentas!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Review: Angra – Secret Garden


Por Pedro Humangous


Finalmente a espera acabou! Após as várias mudanças na formação (e a mais traumática nos vocais com a saída do Edu Falaschi), o Angra finalmente se estabiliza (será?). Confesso que não gostei muito da performance de Fabio Lione ao cantar as músicas antigas e estava com um pé atrás em relação a esse novo disco. Na minha primeira audição, simplesmente não gostei das músicas, achei diferente demais, não soava como o Angra que acompanho há tantos anos. Mas após ouvir com mais calma e por mais algumas vezes, comecei a assimilar melhor a mensagem que quiseram passar e pude ver “Secret Garden” com outros olhos (nesse caso, ouvidos). Lione está mais solto, se sentindo mais em casa e a banda soube compor encaixando sua voz ao instrumental. Falando em instrumental, quanta diferença! Sim, ainda temos o Angra de sempre como na faixa “Black Hearted Soul”, que poderia facilmente estar em “Temple Of Shadows”. Porém, temos um Angra totalmente renovado e surpreendente como na faixa “Violet Sky” – que timbre de guitarra é esse? Soa como uma mistura de Moonspell com The Ocean. Rafael Bittencourt resolveu soltar a voz e cantou em vários momentos do disco e se mostrou bastante competente na função. Temos ainda a participação especial de Simone Simmons, cantando sozinha na faixa-título, e Doro Pesch em “Crushing Room” – ambas fantásticas. Esse álbum mostra que deixou seu passado para trás e se mostra imprevisível no futuro. Uma renovada necessária e muito bem-vinda. Nota: 9,0


Tracklist:
1 - Newborn Me
2 - Black Hearted Soul
3 - Final Light
4 = Storm of Emotions
5 - Violet Sky
6 - Secret Garden
7 - Upper Levels
8 - Crushing Room
9 - Perfect Symmetry
10 - Silent Call




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Nova edição da 13 Metal Compilation já disponível!


Acaba de ser lançada mais uma edição da coletânea da 13 Metal Compilation. A Hell Divine tem orgulho em apoiar oficialmente esta excelente iniciativa, como media partner.

Como é descrita na página oficial, "a 13 Portuguese Metal Compilation é uma coletânea dedicada ao Metal Nacional. Este projeto surge da necessidade de mostrar o que é feito em Portugal em termos de Metal, numa tentativa de chegar a um público mais vasto dentro e fora das nossas fronteiras, com o objetivo de ser uma amostra atualizada do Undeground Metálico Português."

Confiram o tracklist:


Para fazer o download, acesse: https://13metalcomp.bandcamp.com