sexta-feira, 24 de abril de 2015

Optical Faze: Banda comemora 15 anos de carreira e lança música nova!


A banda brasiliense Optical Faze está comemorando 15 anos de existência! O presente para os fãs vem através de dois lançamentos muito especiais: o lyric vídeo para uma música inédita chamada “Svbstance”, e o primeiro DVD da carreira, que já foi para a fábrica e em breve mais informações serão reveladas!

“Svbstance” foi produzida pela própria banda, gravada no Casebre Produções Musicais, em Goiânia, e mixada pelo renomado Rhys Fülber (produziu bandas como Paradise Lost e Fear Factory), em Los Angeles.

Confiram o vídeo: 


Para ficar por dentro de tudo o que acontece com a banda e ter acesso ao conteúdo exclusivo e em primeira mão, acesse os sites oficiais da banda:

domingo, 19 de abril de 2015

Review: Crucifixion BR – Destroying The Fucking Disciples Of Christ


Por Pedro Humangous

Não tem jeito, o brasileiro gosta mesmo é de Metal mais extremo. A maioria das novas bandas caminha por esse lado (principalmente no Nordeste do país), e as antigas permanecem fiéis ao estilo – seja ele qual vertente for. Meu primeiro contato com o Crucifixion BR foi através do EP “War Against Christian Souls”, quando a banda já davas passos firmes em direção ao seu primeiro disco completo. Quase vinte anos desde a sua formação (1996), finalmente é lançado “Destroying The Fucking Disciples Of Christ”, o primeiro álbum da carreira. O grupo gaúcho é formado por Juliana Novo “Darkmoon” (bateria) e Márcio Guterres “Lord Grave War” (vocais, guitarras e baixo), e apresentam um Black Metal ríspido, veloz e agressivo, cheio de blasfêmias explícitas em suas letras. As músicas são violência pura, com a base no Black Metal Tradicional, puxado pro Raw, com alguns toques de Thrash e Death Metal também, lembrando bastante os primórdios do estilo. A gravação fez questão de deixar tudo bem seco e reto, misturando a modernidade com a pegada latente do old school. O resultado final é satisfatório e bem típico do estilo, porém, em alguns momentos há uma falta de balanço e o som acaba embolando, as guitarras ficaram um pouco abafadas, principalmente com o vocal mais alto na mixagem – mas com o tempo você acaba se acostumando. As composições são bem variadas, com mudanças de passagens e inclusões de partes acústicas e atmosféricas no violão, bem interessantes por sinal. Na arte da capa existem partes bem bonitas e outras montagens que ficaram um pouco deslocadas, no geral acabou ficando com informação em excesso. Existem bons momentos durante a audição, principalmente nos riffs apocalípticos das guitarras, lembrando uma mistura de Slayer com Black Sabbath (ouça “Slaves Of Christ” e comprove). Os vocais do Márcio são muito bons, agressivos e agudos na medida certa, ganhando pontos extras pelas variações ao longo das músicas. O Crucifixion BR é uma boa banda, tem bons elementos e técnica suficiente para dar bons frutos, mas acredito que a produção do trabalho não tenha ajudado no resultado final. Se você curte Black Metal e valoriza o Metal Nacional, vale conferir e tirar suas próprias conclusões. Potencial eles têm de sobra, ficarei de olho na banda daqui pra frente. Nota: 7,0


Track List:
01. War Against Christian Souls 
02. Crucifixion 
03. Eternal Judgement 
04. Dead Generations 
05. End of a Life 
06. Apocalyptic Sentence 
07. Slaves of Christ 
08. Future Memories of a Hell 
09. In the Shadows of Obscurity 
10. I’m Dead 
11. Soul’s Rupture 
12. Destroying the Fucking Disciples of Christ 
13. Schizo (Venom Tribute)

Contatos: 

Gravadora:
Shinigami Records

sábado, 18 de abril de 2015

Review: Panzer – Louder Day After Day (Live Panzer Experience)


Por Pedro Humangous

Após 10 anos parados, o Panzer retornou com força total, esbanjando garra, talento e profissionalismo através de ótimos lançamentos. Após o muito bem recebido “Honor”, o grupo nos brinda com um registro em áudio e vídeo (DVD + CD) apresentando um apanhado geral de sua ótima carreira. A captação das imagens e do som ficou incrível, apesar de simples esteticamente (com poucas câmeras e sem efeito algum), o recado foi muito bem dado e o foco principal fica nas músicas em si e na apresentação infernal dos caras! Rafinha (vocalista) agita sem parar e empolga os presentes com seu vocal cavernoso e urrado. Rafael DM (baixista) é outro “doente” que se apresenta de forma exemplar, andando de um lado para o outro e visivelmente se divertindo enquanto toca! Edson (bateria) e André (guitarras) já ficam mais compenetrados e focados na técnica absurda que dedicam às composições. O show conta com 14 músicas que englobam todos os lançamentos do grupo até o momento – com foco principal no último disco – e destilam o veneno através de um Thrash Metal repleto de Groove e com doses extras de Stoner. O material foi captado em abril do ano passado no estúdio Espaço Som e contou com um público discreto, mas fiel. No meio do set list, o vocalista da banda Woslom, Silvano Aguilera, é convidado a subir no palco e cantar a faixa “Savior”, o resultado não podia ter sido outro: animal! O DVD vem no formato Paper Sleeve, bem bacana. Nos extras temos alguns videoclipes (com destaque para animação feita para a música “Alma Escancarada”) e algumas fotos. No CD que acompanha esse lançamento, além de ter todas as músicas do show, ainda conta com 3 faixas bônus do EP “Brazilian Threat”, ou seja, pacote completo para os fãs! É o Metal brasileiro mostrando sua força e não deixando a desejar em absolutamente nada em relação ao que é feito lá fora. Valorize nossas bandas, adquira o material original e compareça nos shows, o Panzer definitivamente merece! Nota: 8,0


DVD: 
01. Speedy 
02. Affliction 
03. Red Days 
04. The Morning After 
05. The Last Man On Earth 
06. Heretic 
07. Intruders 
08. Savior 
09. I Wanna Make You Pay 
10. Burden of Proof 
11. Victim of Choices 
12. Rejected 
13. N.S.A. 
14. Rising 

CD: 
01. Speedy 
02. Affliction 
03. Red Days 
04. The Morning After 
05. The Last Man On Earth 
06. Heretic 
07. Intruders 
08. Savior 
09. I Wanna Make You Pay 
10. Burden of Proof 
11. Victim of Choices 
12. Rejected 
13. N.S.A. 
14. Rising 
* 15. Burden of Proof 
* 16. Red Days 
* 17. Hastening to Death 
* * EP "Brazilian Threat" 

Formação: 
Rafinha Moreira – Vocais 
André Pars – Guitarras 
Rafael DM – Baixo, backing vocals 
Edson Graseffi – Bateria 

Contatos:

Gravadora: 
Shinigami Records

O Metalcore não chegou no Brasil?


Ao ver como algumas importantes bandas desse estilo simplesmente foram ignoradas pelo público brasileiro, é essa a sensação que tenho: será que o Metalcore (aquele tipicamente americano) não chegou no Brasil? A "moda" já chegou e já foi embora dos Estados Unidos e os principais grupos daquela época ou evoluíram seu som ou simplesmente não existem mais. Percebi que tudo que leva o nome "Core" é mal visto pela maioria dos bangers brasileiros. Talvez seja algo cultural mesmo, talvez o estilo predominante em nossas terras seja o Thrash Metal (pela influência do Sepultura) ou quem sabe o Metal Melódico (por ser mais fácil de assimilar e pela influência do Angra). Algumas gravadoras nacionais se arriscaram no mercado trazendo discos importantes de algumas bandas do Metalcore e confesso que não sei se as vendas foram muito boas, não vejo o público comentando sobre o God Forbid, o Chimaira, o Unearth ou quem sabe o Shadows Fall. Trabalho na cena musical há pelo menos seis anos e pude perceber esse "descaso" da maioria em relação ao estilo. Alguém comentou algo sobre o excelente lançamento do The Acacia Strain? Viu por ai alguma resenha ou entrevista do Miss May I? Os grupos que mais se destacaram nesse cenário foram Trivium, As I Lay Dying, Lamb Of God e Killswitch Engage.

Recentemente estive ouvindo bastante o disco "Constitution Of Treason" do God Forbid e o "Resurrection" do Chimaira e vou te dizer uma coisa, que álbuns fantásticos! Deixo abaixo um vídeo de cada na esperança de que algo mude na mentalidade e na realidade do Metal vivido por aqui. Stay Core!


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Review: Necromesis – The Poet’s Paradox

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Quem nunca leu ou falou Necronemesis quando ouviu falar dessa banda? No começo era uma confusão só, mas agora, com um nome firmado no cenário underground nacional, a banda formada por Mayara Puertas (vocais), Daniel Curtolo (guitarras e vocais), Gustavo Marabiza (baixo) e Gil Oliveira (bateria) já está bem conhecida e duvido que errem o nome da banda daqui pra frente! Acompanho o grupo desde sua formação e foi bem interessante ver sua evolução, culminando no lançamento de “The Poet’s Paradox”, o primeiro disco da carreira. Quando anunciaram que o mestre Mark Riddick (que fez as capas de bandas como Arsis, Autopsy, Dying Fetus, etc), fiquei super animado – gosto de ver quando as bandas realmente investem em profissionais renomados. Porém, preciso dizer que esperava mais da arte do Riddick... não que tenha fica ruim, mas por tudo o que ele já fez, achei essa arte mediana. Quando se fala em banda de Metal extremo e com vocalista feminina que canta gutural, todos já pensam que se trata de mais um Arch Enemy. Se esse foi seu caso, esqueça, o som aqui é muito mais extremo e bem menos melódico que o do grupo sueco. O Necromesis aposta em um Death Metal mais técnico, mais visceral e reto, lembrando algo de Aborted, Torture Squad e Krisiun. A Mayara tem um vocal potente, cavernoso e imponente, mais puxado pro gutural aberto. Muito das vocalizações são dobradas, contando com um gutural mais fechado, cantado pelo também guitarrista Daniel. As composições são todas intensas, com constantes trocas de ritmo, compassos quebrados e muita criatividade. As letras também abordam temas bastante interessantes e inteligentes, agregando bastante ao som. O grupo estava realmente inspirado ao criar esse álbum, músicas longas e intricadas estão por toda parte – o que faz com que a digestão do disco não seja tão fácil nas primeiras audições. O fio condutor desse trabalho definitivamente são as guitarras, seguidas de perto pelo baixo estalado e pela bateria insana. A produção e qualidade de gravação deixaram um pouco a desejar, faltou equilíbrio na mixagem, o som ficou um pouco áspero e em alguns momentos confusos demais com tanta informação. Outro ponto a ser mencionado foi a ausência de refrãos mais grudentos, que façam com que cantemos junto com a banda. Vale destacar as participações especiais de Fernanda Lima (Nervosa) em "Self Condemnation", Paolo Bruno (Desdominus/Thy Light) em "The Omission Of Living", Vitor Rodrigues (Voodoopriest) em "The Last Stage Of The Mind", e Marcel Briani (In Soulitary) em “The Last Stage Of The Mind" e "Final Truth". No geral, esse é um belo pontapé inicial e mostra uma banda com enorme potencial no cenário brasileiro e que pode chegar bem longe em pouco tempo! Vale conferir e ficar de olho neles! Nota: 8,0


Track List:
1- End Of The Cloistered 
2- Desocial Inclusion 
3- Self Condemnation 
4- Evolving A Paradox 
5- The Life Is Dead 
6- Awake 
7- Condemned By Themselves 
8- The Omission Of Living 
9- Indifferent Echoes Of Sensitivity 
10- Final Truth 
11- The Last Stage Of A Mind

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Review: U.D.O - Decadent


Por Pedro Humangous

Posso confessar uma coisa? Gosto quando grandes bandas se separam. A banda se reformula e faz de tudo pra trazer um novo disco matador. Já o integrante que saiu, monta um novo grupo monstruoso pra mostrar ao mundo que sua nova banda é melhor que a anterior. E quem ganha com isso somos nós, os fãs, que ficamos com duas bandas sensacionais pra curtir! Já não é novidade nenhuma que o vocalista Udo deixou o Accept para seguir sua carreira solo, certo? Se você é um navegante de primeira viagem, peço desculpas pelo "spoiler". O Accept vai muito bem, obrigado, e o Udo continua voando baixo na excepcional discografia que leva seu próprio nome. Se ele fosse um diretor de arte, certamente seria um dos piores profissionais do ramo, suas capas estão entre as mais feias, sem exceção. Ainda bem que o que realmente importa é o som que o baixinho alemão faz, isso sim merece respeito! "Decadent" é o décimo quinto registro, trazendo doze composições do bom e velho Metal Tradicional! É de encher os olhos e fazer sangrar os ouvidos com tamanha ferocidade e impacto criados com exímio, técnica e experiência. A verdade é que esse disco é notoriamente um dos mais modernos de sua carreira, seja no timbre ou na construção dos riffs de guitarra, a sonoridade mescla a nova e a velha escola do Metal. A produção fez questão de dar esse ar mais modernoso às composições, injetando doses extras de energia e agressividade, dando mais vida ao álbum e o tornando extremamente empolgante. “Speeder”, faixa que abre o disco, e “Mystery” são realmente bem diferentes, mas não menos interessantes, acho que deram uma renovada necessária no som tradicional/germânico do grupo. Mas os fãs não precisam se preocupar, obviamente aquela característica está mantida e segura em faixas como “House Of Fake”, “Under Your Skin” e “Rebels Of The Night”. Na contracapa do CD não mostra, mas a versão brasileira – lançada pela Shinigami Records – ainda conta com duas faixas bônus, a pesadíssima “Let Me Out” e a longa, épica e cadenciada “Shadows Eyes”, ambas excelentes adições ao material. Pra quem achava que o Udo estava decadente, esse trabalho mostra justamente o contrário! Altamente indicado, compre sem medo! Nota: 8,0


Track List:
01. Speeder 
02. Decadent 
03. House of Fake 
04. Mystery 
05. Pain 
06. Secrets in Paradise 
07. Meaning of Life 
08. Breathless 
10. Under Your Skin 
11. Untouchable 
13. Rebels of the Night 
14. Words in Flame 

Formação:
Udo Dirkschneider – Vocais 
Kasperi Heikkinen – Guitarras 
Andrey Smirnov – Guitarras 
Fitty Wienhold – Baixo 
Francesco Jovino – Bateria 

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Review: Grimriot – Under Red Stars


Por Pedro Humangous

Sem introduções, sem frescuras, “Under Red Stars” já começa com tudo, mostrando seu verdadeiro poder de fogo! O Grimriot é uma banda de Porto Alegre/RS, formada por Guilherme Acauan (vocais), Brunno Tripovichy (guitarras), Keith Eberhardt (guitarras), Lucas “White” Schwartz (baixo) e Rafael Kniest (bateria), e apresenta um som bastante variado, moderno e empolgante. As guitarras, bastante melódicas e com um timbre bem interessante, são os fios condutores desse disco cheio de energia. O baixo e a bateria também se mostram bem presentes, com linhas inteligentes e precisas, preenchendo todo e qualquer espaço, não deixando brechas. Os vocais dão um show pela variação constante, gritado, urrado, limpo, gutural, enfim, temos de tudo um pouco, deixando as composições ainda mais fortes e diversificadas – me lembrou um pouco o estilo dos brasileiros da banda Threat e foi impossível não pensar em Soilwork e 36 Crazyfists. A gravação está excelente, límpida, mas extremamente pesada – créditos para a produção de Henrique Fioravanti (que também ficou responsável pela mixagem e masterização) e Brunno Tripovichy. É impossível tentar rotular o som que fazem, é Metal e ponto final. A banda se utiliza de várias influências e cria algo próprio, atual e de qualidade. As músicas que mais se sobressaem são as mais velozes e pesadas como as incríveis “The Last Chance” e “Break The Rules” – essa última é uma das melhores do álbum, misturando bastante Groove e Hardcore! As participações especiais de Tiago Masseti (Daydream XI) nos vocais e Renato Osorio (Hibria) nos solos deixou a música “Bring it On” simplesmente soberba! A maravilhosa arte da capa (feita por Carlos Fides) deixou tudo ainda mais profissional e impactante, combinando muito bem com a proposta sonora da banda. Gostei de tudo aqui, da ousadia no som, da identidade visual e do que ainda podem oferecer! Guardem esse nome! Nota: 9,0


Tracklist:
The Last Chance
Revolt
Believe Me
Scars
Break The Rules
By Myself
Pressure
Bring It On
Under Red Stars
Heart Of Darkness
More Than Just A Man
Mind Your Own

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terça-feira, 3 de março de 2015

Soulspell: Arte da capa revelada!



A espera finalmente acabou! A Metal Opera brasileira Soulspell apresenta seu novo álbum, "The Second Big Bang! A arte da capa foi revelada essa semana e foi feita por Andreas Marshall - que já trabalhou com bandas como Blind Guardian, Hammerfall, Dimmu Borgir, entre tantas outras. Mais informações em breve na página da banda: www.facebook.com/soulspellmetalopera

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Hell Divine Nº 22: Nova edição da revista está online!


A vigésima segunda edição da revista online HELL DIVINE já está disponível, trazendo como matéria de capa a banda EVERGREY! Nessa edição você poderá conferir a lista dos melhores de 2014 segundo a equipe da revista!

Confira as demais entrevistas:
ANGRA
KORZUS
UGANGA
TRAUMER
ZALTANA
GYULA HAVANCSÁK (ARTISTA GRÁFICO)

Ao todo são 48 páginas, contendo diversas colunas, além de resenhas de CDs, DVDs e shows. A revista está disponibilizada em formato PDF, mas, pode ser visualizada na tela sem necessidade de download. Para fazer o download gratuito da revista, acesse o link informado abaixo.

Review: M:Pire Of Evil – Crucified In South America / Live Forum Fest VI


Por Pedro Humangous

Nesses dias atuais, onde surge uma nova banda a cada segundo, fica a pergunta: será mesmo que precisamos de regravações? Para muitos, é um tempo e um investimento desnecessários, pois poderiam canalizar esse esforço para lançarem algo novo, com identidade própria. Mas e quando se trata de ex-membros de uma banda clássica, trazendo uma nova roupagem para essas músicas? Talvez a opinião mude um pouco – obviamente se o resultado for positivo. Conheço pouca coisa de Venom e praticamente nada do M:Pire Of Evil. Soube há pouco tempo que essa “nova” banda, formada em 2010, era composta por Tony “The Demolition Man” Dolan (baixo e vocais) e Jeff “Mantas” Dunn (guitarras e backing vocals), ambos ex-integrantes do Venom na década de noventa. “Crucified” é o segundo álbum desse grupo, e as composições são regravações dos discos “Prime Evil” (1989), “Temples of Ice” (1991) e “The Waste Lands” (1992) – apenas “Demone” e “Taking It All” são novas composições. A qualidade de gravação e produção ficaram ótimas, bem cristalinas e bombásticas, guitarras afiadíssimas, baixo encorpado (e audível na mixagem) e uma bateria violenta! Os vocais engasgados e rasgados combinam perfeitamente com o instrumental, esse Power/ Black/Thrash veloz e venenoso – lembrou um pouco de tudo, obviamente Venom, com pitadas de Slayer, Testament e Annihilator. Essa versão brasileira, lançada pela Shinigami Records, ganhou uma remasterização e quatro faixas bônus (sendo três delas ao vivo), recebendo o nome de “Crucified In South America”. 


E como seriam esses caras ao vivo? A Shinigami pensou nisso também e disponibilizou no mercado nacional o “Live Forum Fest VI”, gravado em Laudun-L’Ardoise” na França. A performance está bombástica, com um ótimo set list, além de uma boa qualidade de gravação – talvez pudessem melhorar somente os vocais. Conseguiram captar muito bem a essência de um show ao vivo e a sensação é de estar presente no dia da gravação. Não utilizaram overdubs (pelo menos não ficou descarado) e deu pra sacar bem como é a banda detonando nos palcos. Achei a arte da capa terrível (pra que esse "Live" gigantesco em cima da arte?), parecendo um bootleg barato, além de terem pecado em não fazer um encarte – um descaso com os fãs, afinal, quem compra disco hoje em dia, busca algo a mais.

Ambos os registros são bastante interessantes, com Metal correndo nas veias, ótimos para conhecermos um pouco da história do som que tanto amamos, além de conferir uma nova banda. Se comparados ao álbum “Hell To The Holy” (2012), são um retrocesso – principalmente em termos estéticos, pois esse primeiro disco tinha uma arte incrível. Espero que sirvam como trampolim para os próximos trabalhos, pois lenha esses caras tem de sobra pra queimar!


Crucified (In South America): 
1. Temples of Ice 
2. Parasite 
3. Kissing the Beast 
4. Blackened Are the Priests 
5. Carnivorous 
6. Black Legions 
7. Need to Kill 
8. Wolverine 
9. Crucified 
10. Demone 
11. Taking It All 
12. Manitou 
13. Die Hard 
14. Witching Hour 
15. Manitou Remix 

Live Forum Fest VI: 
1. Demone 
2. Wake Up Dead 
3. Blackened Are the Priests 
4. Carnivorous 
5. Temples of Ice 
6. Hell to the Holy 
7. Hellspawn 
8. Metal Messiah 

Formação:
Mantas – Guitarras 
Demolition Man – Vocal, baixo 
JXN – Bateria 

Contatos: