quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Como se tornar Black Metal

Curte desenhos animados? Quer saber o que fazer para se tornar Black Metal?

Confiram a bem humorada animação abaixo e lembre-se: não leve tão a sério.




Em breve farei uma matéria somente com videoclipes em desenhos animados!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Review: Dragonforce – In The Line Of Fire... Larger Than Live

(Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Com o Dragonforce eu aprendi o poder que a indústria do videogame tem. Incrível como a banda ganhou destaque após ser a música mais difícil do jogo “Guitar Hero”, quando participaram com a música “Through The Fire And Flames”. Se o grupo multicultural, com sede na Inglaterra, já tinha sua base de fãs antes do game, depois disso tornou-se um grande nome mundial. Foi bem interessante acompanhar a evolução dos caras disco após disco e, apesar da troca de vocalistas, o grupo permaneceu intacto e lançando ótimos trabalhos. Um bom exemplo disso está ao nosso alcance, graças à Shinigami Records, que disponibilizou no mercado brasileiro o CD/DVD “In The Line Of Fire... Larger Than Live”. Ao colocar o DVD pra rodar, fiquei simplesmente embasbacado com a absurda qualidade sonora e principalmente de imagem. Inicialmente fiquei chateado e me perguntei: por que as gravadoras brasileiras não lançam praticamente nada em Blu Ray? Mas esse DVD tem uma das melhores e mais nítidas imagens que já vi na vida, perfeito! A iluminação de palco ajudou e muito nesse resultado final surpreendente. Outro fator assustador foi a quantidade de pessoas na plateia, o local estava lotado! O show foi gravado no Loud Park Festival em Tóquio, Japão, e parece que finalmente os japoneses estão se soltando um pouco mais e curtindo os shows – teve até circle pit! O track list está matador, cobrindo toda a carreira da banda, mesclando muito bem todas as fases, onde tocaram as melhores! A abertura com “Fury Of The Storm” já retirou todo o ar de nossos pulmões, pois foi impossível não cantar junto! Os caras estão super entrosados e afiados, com uma presença de palco invejável e performances quase surreais – apesar de eu achar que tem bastante overdub na edição. O que mais impressiona aqui é facilidade e tranquilidade com que tocam todas essas músicas ultra complexas e velozes – só nos resta babar. Uma coisa que não gostei foi a mistura de músicas ao vivo e cenas do backstage, quebrando um pouco da energia do show completo. A capa e toda a arte desse trabalho ficaram nas mãos do meu amigo Caio Caldas, um baita orgulho para nós brasileiros. Excelente material, item obrigatório em qualquer coleção! Nota: 9,0


CD: 
01. Fury of the Storm 
02. Three Hammers 
03. Black Winter Night 
04. Seasons 
05. Tomorrow’s Kings 
06. Symphony of the Night 
07. Cry Thunder 
08. Ring of Fire 
09. Through the Fire and Flames 
10. Valley of the Damned 
11. Defenders (CD Bonus Track) 

DVD: 
01. Fury of the Storm 
02. Three Hammers 
03. Black Winter Night 
04. Seasons 
05. Tomorrow’s Kings 
06. Symphony of the Night 
07. Cry Thunder 
08. Ring of Fire 
09. Through the Fire and Flames 
10. Valley of the Damned

Review: Vulture - Abandoned Haunt of Cosmic Hate

(Cianeto Discos - Feed Bizarre Records - Underground Brasil Distro - Brihaller Records)

Por Pedro Humangous

O Vulture não é a melhor banda, a mais perfeita ou a mais técnica, mas o que me fez gostar do som dos caras foi a honestidade com que sempre apresentaram suas músicas. Me lembro bem de quando comprei o primeiro disco deles, “Test Of Fire” de 2005, desde então não perco nenhum lançamento da banda, tenho todos originais na coleção. O último trabalho oficial havia sido o “Destructive Creation” de 2012, de lá pra cá se passaram três anos sem nenhum lançamento. Eis então que somos recebidos com a bela notícia de que um novo disco estava sendo preparado, “Abandoned Haunt of Cosmic Hate”, que recebeu a luz do sol no final do ano passado, embalado pela brilhante arte de Rafael Tavares. O álbum apresenta o bom e velho Death Metal, transbordando melodias por toda a parte, riffs viciantes, bateria veloz e um vocal nervoso de tirar o fôlego! Em certos momentos a banda puxa para o lado viking da coisa, lembrando bastante o jeitão do Amon Amarth e Ensiferum. Os pontos negativos ficam por conta da impressão do encarte, que deixou a arte da capa muito escura, perdendo detalhes, e a produção do disco que acabou ficando um pouco abafada, tirando o punch necessário das guitarras, a força do vocal e embolando um pouco a bateria. Os destaques ficam para as faixas mais cadenciadas, os milhares de riffs muito bem construídos e as faixas cantadas em português, “Até As Últimas Consequências” e “Moderna Escravidão” roubam a cena – talvez esse possa ser um ótimo caminho a ser seguido daqui pra frente. Gostei muito das faixas “Under The Blade Of Death”, “Masters Of Decay” e “Omniscient Ignorance” (essa última com umas guitarras dobradas lindíssimas). O Vulture nos prova, uma vez mais, que temos excelentes bandas no underground nacional, que merecem nosso respeito e admiração. “Abandoned Haunt of Cosmic Hate” é um mais um ótimo álbum dessa grande banda brasileira, você definitivamente precisa ouvi-lo com urgência! Nota: 8,0 


Formação:
Adauto Xavier - (guitarras, vocais) 
Yuri Schumamn - (guitarras, backing vocals) 
Max Schumann - (baixo, backing vocals) 
André Xavier - (bateria)

Review: Kliav – Kliav


Por Pedro Humangous

Quando resenhei o EP da banda Kliav, já via que a banda tinha enorme potencial. O grupo trazia algo diferente em seu som, experimentações pouco usadas por bandas brasileiras. Depois de um tempo sumidos, finalmente retornam com seu primeiro disco completo, autointitulado. A mistureba e os experimentalismos continuam em alta, com composições bastante variadas, trazendo diversos momentos e sensações diferentes dentro da mesma música – ora fica lenta com vocais sussurrados, ora fica nervosa e veloz. Eu diria que seu estilo é impossível de se rotular, mas o que mais se aproxima é o Nu Metal – em vários momentos lembra Korn, Slipknot e Ill Nino (antigo). Existe ainda uma pitada de Thrash moderno e Metalcore, trazendo à memória nomes como Claustrofobia e Project 46. O mais legal aqui é que conseguiram dar aquela energia e a cara do Metal brasileiro, não sei explicar muito bem como é isso, mas você ouvindo sente logo de cara – aquela essência de Sepultura e Soulfly. A gravação ficou animal, impactante, com timbres muito bem escolhidos, condizentes com o estilo – destaque para o som que tiraram da bateria. Os breakdowns estão por toda a parte e são de arrancar a cabeça do pescoço – “Can You Hide” por exemplo já começa à todo vapor! Os vocais de Theago Liddell são sufocantes, cavernosos, mesclando bem o rasgado e o gutural, fora a variação quando resolve cantar mais limpo/sussurrado. Os destaques vão para “São Paulo É Ódio” cantada em português e vomitando toda sua ira, com uma letra incrível – aliás, deveriam seguir mais nessa linha, ficou muito bom! Outra que merece destaque é “Bullet Time”, já conhecida do público que acompanha a banda, uma música com ótima construção, riffs e refrão viciantes! A única coisa que podia ter sido mais bem trabalhada foi a direção de arte, o álbum merecia uma arte melhor para a capa. Um belíssimo álbum de estreia, continuo apostando minhas fichas nesses caras, que tem muito a crescer ainda! Nota: 8,5


Review: Nando Moraes – Ignited!

(Independente)

Por Pedro Humangous

Não dá pra entender como ainda tem gente que torce o nariz para discos instrumentais. Talvez pelo costume, alguns ainda sintam falta dos vocais, mas sinceramente, os músicos estão construindo discos cada vez melhores e, nesse caso, as guitarras simplesmente “falam”. Nando Moraes não só se parece fisicamente com Joe Satriani, mas também segue sua escola na forma de compor suas músicas. O que isso quer dizer? O guitarrista prima pelas melodias, pelas construções mais simples e objetivas, sem tanta viagem e sem aquela necessidade de mostrar todo seu conhecimento e técnica nas seis cordas. E acredito que isso tenha sido o ponto mais positivo em “Ignited!”. Composto por sete faixas, o músico traz uma compilação de excelentes músicas, bastante variadas e com extremo bom gosto. Existem as mais velozes, como a faixa de abertura “Rite Of Passage (Staring The Flames)”, as mais puxadas pro Blues como “Once In A Shiffle Time”, as mais prog como “The Voyager”, as estilo baladas como “In Fire”. Nando vem acompanhado dos excelentes instrumentistas André Garcia (baixo), Bruno Santos (teclados) e Bruno Méba (bateria), todos desempenhando um importante papel no resultado final desse trabalho. Gostei muito da produção desse disco, uma ótima qualidade de gravação e mixagem, deixaram tudo bem redondinho. O álbum vem em formato digipack, envolto em uma belíssima arte desenvolvida por Lucas Aldi (também guitarrista da banda Slasher). Fico feliz em ver que temos músicos profissionais e capacitados em nosso país, gente que sabe fazer música boa e de qualidade, sem se prender a rótulos ou seguir o caminho mais fácil. Música instrumental não é fácil nem aqui, nem em lugar nenhum do mundo. Mesmo assim, o Nando Moraes se saiu muito bem e apresentou um ótimo trabalho de estreia. Não deixa a desejar em nada em relação aos grandes nomes mundialmente consagrados! Nota: 8,5 





Angra e Sepultura: Apresentação para multidão no carnaval de Salvador


Cerca de dois milhões de brasileiros, puderam conferir, quase sete horas de muito rock e metal com as bandas Angra e Sepultura tocando juntas no circuito Barra-Ondina durante o carnaval de Salvador – que é considerado uma das maiores festas de rua do planeta. Juntas as bandas tocaram cerca de 50 músicas no total, incluindo covers de bandas icônicas como AC/DC, Queen, Twisted Sister, Kiss e outros, além de seus próprios sucessos.


O palco estava montado em um trio elétrico que levou 4,5 km através do circuito onde acontece a festa, saindo da praia da Barra até a praia de Ondina, grande ponto turístico na cidade de Salvador, que é o coração cultural do Brasil e um dos destinos mais procurados por turistas nesta época do ano.

Foi a primeira vez que uma banda de metal pesado realizou um circuito de carnaval em Salvador tocando clássicos do rock em um bloco direcionado especificamente para homenagear os fãs do estilo. O empresario do Angra e diretor da Top Link Music, Paulo Baron em parceria com o ativista cultural e cantor Carlinhos Brown, desenvolveram juntos a ideia de quebrar uma nova barreira mercadológica levando as duas maiores bandas de metal do Brasil para um bloco sem cordas e andante. 

Moradores, visitantes, headbangers, o pessoal do axé e todos que estavam presentes no local, passaram um dia inteiro de muito calor no verão baiano, apenas aguardando a chegada deste momento histórico e curtindo a folia. Algumas das pessoas que lotaram as ruas de Salvador não são fãs de metal mas receberam as bandas e a ideia do bloco de braços abertos fazendo com que a empreitada fosse um grande sucesso.  O público deste sábado entrou para a história como sendo a maior plateia para qual uma banda do metal nacional já se apresentou no Brasil.


A ideia do bloco era justamente extinguir qualquer tipo de preconceito contra o rock e o metal mostrando que as bandas mesmo fora de seu contexto natural, com seu peso e musicalidade apurada são capazes de agradar qualquer plateia que esteja disposta a curtir música boa e de qualidade. 

Confira alguns vídeos:

Cobertura Globo News 

Cobertura Band Folia ​ 

Cobertura SBT Folia 


Foto por Derrick Green

Após o evento, Rafael Bittencout fez um desabafo em sua página no Facebook:

Review: Dark Avenger – Alive In The Dark

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous


O ano era 2003, época em que o Metal vivia um bom momento, com grandes lançamentos, muitos discos nas prateleiras e o público comparecendo em peso aos shows. Apesar do estilo já ter sido consolidado há anos, o Melodic/Power Metal estava em alta, com bandas excelentes surgindo a cada momento, de todos os cantos do mundo. Em minha opinião, depois do Angra, a melhor banda brasileira do estilo, que ganhou enorme repercussão nacional e mundial, foi o Dark Avenger. Acredito que o único problema que tiveram ao longo da carreira foram as constantes mudanças de formação. “Alive In The Dark” trata-se do primeiro registro ao vivo do grupo, gravado no famoso Led Slay, em São Paulo. O lançamento traz vinte músicas, divididas em dois discos, passando por toda a história do Dark Avenger. O primeiro CD mostra todo o poder da banda ao vivo, com uma performance matadora, dá pra sentir a energia e empolgação dos músicos e do público. Impossível não se emocionar e cantar junto com os grandes clássicos como “Dark Avenger”, “Crown Of Thorns”, “Tales Of Avalon”, “Rebellion” e “Armageddon”. A qualidade de gravação está ótima, conseguiram trazer aquela essência e feeling de um show ao vivo, sem perder a qualidade sonora. Os teclados estão bem presentes, destacaram o baixo, bateria perfeita, guitarras na medida certa e um vocal insano de Mario Linhares, cantando como nunca! No segundo disco temos a clássica “Morgana”, versões sinfônicas e acústicas de algumas músicas, além do EP “X Dark Days”. Vale destacar a maravilhosa “As The Rain” com inserções da música do “O Senhor Dos Anéis”. Outra menção honrosa vai para a belíssima arte da capa, feita por Marcus Ravelli. Um registro histórico, de uma das melhores bandas que o Brasil já teve. Parabéns à Shinigami Records por apostar em um grande lançamento como esse, um dos melhores “Live” que já ouvi. Vida longa ao Dark Avenger! Nota: 9,5

CD 1 
01. Dark Avenger 2003 
02. Who Dare To Care 
03. Crown Of Thorns 
04. Die Mermaid 
05. Utther Evil 
06. Clas Myrddin 
07. Tales Of Avalon 
08. Rebellion 
09. Unleash Hell 
10. Armageddon 

CD 2 
01. Morgana 
02. Symphonic As The Rain 
03. Acoustic The Lament 
04. Acoustic Give A Chance 
05. Symphonic Caladvwch 
06. Dark Avenger 2003 (Bônus) 
07. Caladvwch (Bônus) 
08. Utther Evil – Delirious (Bônus) 
09. Utther Evil – Tragedy (Bônus) 
10. Unleash Hell (Bônus)

Formação do CD:

Mario Linhares (Vocal)
Hugo Santiago (Guitarra)
Marcus Valls (Guitarra) 
Gustavo Magalhães (Baixo) 
Rafael Dantas (Bateria) 
Tomas Vital (Teclado/Piano)

Contatos:

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Review: Sodamned – Songs For All And None


Por Pedro Humangous

Como esperei por esse disco! E finalmente tenho em mãos o tão aguardado “Songs For All And None! Antes de resenha-lo, fiz questão de digerir o trabalho com calma, ouvindo diversas vezes para assimilar a mensagem passada por Juliano Regis (vocais e guitarras), Fabrício Gamba (guitarras), Felipe Gonçalves (baixo e vocais) e Gilson Lange (bateria). Como o próprio nome do álbum já diz, são músicas para todos e ao mesmo tempo para ninguém. São composições caóticas, extremas, mas ao mesmo tempo belíssimas e cheias de melodia, transbordando sentimentos, transitando entre a densidão melancólica do Doom, a energia do Death, a leveza de espírito trazida pelos inteligentes riffs melódicos que brincam no terreno do Black Metal. A maravilhosa e impactante arte que ilustra a capa, feita por Gustavo Sazes, já dita o tom desse disco, um balanço perfeito entre o belo e o sombrio. O grupo catarinense não poupa nossos ouvidos e desfila uma imensidão de riffs velozes, bateria incessante e vocais insanos. O gutural do Juliano é cavernoso e beira o absurdo! Unido aos berros ensandecidos do Felipe, a coisa fica simplesmente descomunal! A massa sonora é impedosa quando resolvem atacar com todas as armas simultaneamente – com  urros, guturais, uma rifferama e o bumbo duplo com blast beats, seguido de perto pelo baixo nervoso. A banda se sai ainda melhor quando trabalha seu arsenal com calma, de forma mais cadenciada – a faixa “For All And None” é um belo exemplo. “Dynamite”, que ganhou um ótimo videoclipe e já era conhecida do público, é realmente um dos destaques desse disco, sendo seguida da maravilhosa “Oração À Virgem”, com sua letra cantada em português e com conteúdo pra lá de polêmico. A audição passa voando, convidando o ouvinte a ouvir o álbum repetidas vezes. Esse foi certamente um dos melhores trabalhos do ano passado, de uma das bandas que mais respeito e admiro no cenário brasileiro. Corra atrás, adquira o material físico e original e não deixe de ouvi-los! “Songs For All And None” é um passo firme dado nessa trajetória de sucesso da banda Sodamned! Nota: 9,0


Curta o trabalho dos caras e conheça mais: facebook.com/SodamnedBand

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Fleshgod Apocalypse: confira novo lyric video


Os italianos do FLESHGOD APOCALYPSE acabam de lançar o lyric video para sua nova música "Gravity"



A música faz parte do novo álbum "King", previsto para ser lançado em fevereiro, através da Nuclear Blast. Enquanto o lançamento não chega, confiram alguns vídeos da banda gravando em estúdio:

#1 - Bateria:



#2 - Guitarras e baixo:



#3 - Piano e orquestrações:



#4 - Vocais:



»King« - Tracklist: 
01. Marche Royale 
02. In Aeternum 
03. Healing Through War 
04. The Fool 
05. Cold As Perfection 
06. Mitra 
07. Paramour (Die Leidenschaft bringt Leiden) 
08. And The Vulture Beholds 
09. Gravity 
10. A Million Deaths 
11. Syphilis 
12. King

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Review: Leave’s Eyes – King Of Kings



Por Pedro Humangous

Engraçado... nunca dei muita bola a nenhum dos envolvidos nessa banda. Por algum motivo desconhecido, não acompanhei a carreira de Liv Kristine (ex-Theatre Of Tragedy) e Alexander Krull (Atrocity). Consequentemente não sou familiarizado ao som do Leave’s Eyes, apesar deste ser o sexto álbum da banda. Mas, nunca é tarde para começar certo? Afinal, a infinidade de bandas existentes hoje impossibilita a audição de tudo que é lançado. E, como já confessado em resenhas anteriores, vocais femininos não são meus favoritos. Vamos ao que interessa, “King Of Kings”, um álbum forte, intenso, dramático e empolgante! A atmosfera aqui nos remete à grandes batalhas medievais (a própria capa já entrega o jogo), com uma sonoridade bastante encorpada, cheia de camadas de vocais, teclados e uma variação entre os vocais doces, delicados e os guturais, urrados. Enxergo o Leave’s Eyes como uma evolução do “antigo” Gothic Metal. Misturam e agregam de tudo um pouco, além do óbvio Gothic, temos elementos de Folk, Symphonic e Power Metal. “Halvdan The Black” impressiona bastante, pomposa e imponente, é uma das minhas favoritas nesse disco. “Vengeance Venom” não fica para trás e é excelente concorrente à melhor do álbum. Dá para notar que as composições foram muito bem trabalhadas, deixando a técnica e o feeling fluírem através das onze músicas que compõem o disco. É tudo bem sofisticado, bem encaixado e pensado em cada detalhe. Há um balanço legal fazendo com que a audição por completo seja prazerosa e nada cansativa. Seus cinquenta minutos de duração passam voando, pedindo mais um toque ansioso no play. Apesar de não ser um dos meus estilos favoritos, fiquei bastante surpreso com esse disco, gostei muito da proposta da banda. O conceito é muito legal e a produção é brilhante, sem dúvidas é um trabalho diferenciado e altamente recomendado! Nota: 8,5


Tracklist:
01. Sweven 
02. King of Kings 
03. Halvdan the Black 
04. The Wakin Eye 
05. Feast of the Year 
06. Vengeance Venom 
07. Sacred Vow 
08. Edge of Steel (Feat. Simone Simons) 
09. Haraldskvæði 
10. Blazing Waters (Feat. Lindy-Fay Hella) 
11. Swords in Rock 
12. Spellbound (Bônus Track) 
13. Trail of Blood (Bônus Track)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Review: Pagan Throne - Swords Of Blood



Por Márcio Acioli 

Ao se falar em Pagan Metal, alguns nomes me vêm rapidamente na cabeça, tais como: Manegarm, Arkona, Malefactor, Nocturnal Mortum, Thyrfing, Amon Amarth, dentre outros. Então, pode acrescentar a partir de hoje nesta lista o PAGAN THRONE, pois este “Swords of Blood” foi parido no Brasil, mas tem toda a pompa da veia escandinava. O som vai mais pro lado do Black Metal, com letras calcadas no paganismo, ainda que em alguns momentos possamos identificar passagens Folk, mas se engana quem acha que isso “alivia” a força do som dos caras. Aqui você vai encontrar muita melodia, mas os andamentos são rápidos em sua maioria, o que garantirá muitas rodas nos shows da banda nesta atual fase. Dentro deste processo, impossível não destacar o vocalista Rodrigo Garm, que possui uma voz muito particular e peculiar, além do principal compositor, o guitarrista Raphael Casotto, e o baterista Alexandre Daemortiis, este último um dos melhores do Metal Extremo nacional na atualidade. Como destaques, confira direto a faixa-título, “Fallen Heroes”, “Northern Forest” e “Beast of the Sea”, pois estas quarto passam muito bem o recado dado nesta avaliação. O PAGAN THRONE tem tudo pra se tornar um gigante em nossa cena, e com o apoio devido, isso não tardará em acontecer. Futuro promissor. Nota: 9,5


Review: Rotting Christ - Lucifer Over Athens


Por Pedro Humangous

Se tem uma banda que vem crescendo bastante e desenvolvendo seu som ao longo dos anos, essa é a grega Rotting Christ. Incrível ver a evolução dos caras a cada lançamento. Confesso que os primeiros discos da banda não me atraíram tanto, porém, a partir de “Aealo” (2010) comecei a curtir bastante o trabalho deles. Sua sonoridade atual permite que estejam em um patamar próprio, livre de rótulos. Tenho inclusive dificuldades em definir o estilo que praticam. E me pergunto, será preciso? Com tantas bandas novas surgindo, algumas pessoas precisam rotular tudo, visando encaixar em um nicho ou outro. Prefiro deixar a música rolar e ver se me agrada ou não. Acredito que o Rotting Christ dispense maiores apresentações, todo mundo já conhece o poder desses gregos infernais. Temos agora no mercado brasileiro, lançado pela tradicional gravadora Heavy Metal Rock, um álbum duplo em um belíssimo digipack! Nada mais, nada menos que 31 músicas ao vivo, uma apresentação insana gravada em sua terra natal, Atenas/Grécia. Gostei muito da roupagem que deram às músicas, deixando o mais natural possível, sem muito polimento, com aquela cara de “ao vivo de verdade”. A mixagem podia ter sido pouca coisa melhor, os teclados fazem falta e a bateria ficou um pouco abafada. O trabalho é abrangente e cobre toda a carreira da banda, perfeito para o fã de longa data e principalmente para aquele que começou a ouvi-los agora. No meu caso, serviu para apreciar e conhecer melhor sua fase mais antiga. As músicas ganharam força ao vivo e apresentam uma atmosfera incrível, energia pura! Impossível e injusto apontar destaques, os dois discos são fantásticos, de ponta a ponta! Mesmo assim, “After Dark I Feel” ainda ecoa em minha mente após dias! Apesar de uma arte mais simples na capa, o conjunto da obra no encarte é muito bonita, faz valer a aquisição do material físico. Sinto falta das letras das músicas em lançamentos nesse estilo “live”. Mais um ótimo disco na discografia de uma das mais promissoras bandas da atualidade. Maravilhosa obra, não deixe de conferir! Nota: 9,0


CD1 
1. 6 6 6 
2. Dub-Sag-Ta-Ke 
3. Athanatoi Este 
4. Κατά τον δαίμονα εαυτού 
5. Nemecic 
6. After Dark I Feel 
7. Sorrowfull Farewell 
8. Among Two Storms 
9. Gloria De Domino Inferni 
10. Feast Of The Grand Whore 
11. The Nereid Of Esgalduin 
12. Forest Of N'Gai 
13. The Sign Of Evil Existence 
14. Transform All Sufferings Into Plagues 
15. Fgmenth, Thy Gift 
16. Societas Satanas 

CD2 
1. Demonon Vrosis 
2. Quintessence 
3. The Call Of The Aethyrs 
4. In Yumen - Xibalba 
5. Grandis Spiritus Diavolos 
6. Welcome To Hel 
7. King Of A Stellar War 
8. Archon 
9. Exiled Archangels 
10. Dive The Deepest Abyss 
11. The Fourth Knight Of Revelation 
12. The Sign Of Prime Creation 
13. Non Serviam 
14. Enuma Elish 
15. Noctis Era

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sábado, 9 de janeiro de 2016

Review: Pyogenesis - A Century In The Curse Of Time


Por Pedro Humangous.


Em uma era onde somos literalmente infestados por lançamentos mensalmente, fica difícil ser surpreendido com algo realmente novo ou relevante. Uma das coisas que mais gosto de fazer no tempo livre é procurar por bandas novas e desconhecidas no Youtube. A Shinigami Records facilitou nosso trabalho, nos surpreendendo colocando no mercado brasileiro essa incrível banda alemã chamada Pyrogenesis. Particularmente, nunca tinha ouvido falar deles. Já gostei bastante da apresentação visual, seja com a preocupação estética da capa e do encarte, seja com seus videoclipes bem produzidos. Colocando o disco pra rodar, somos pegos de surpresa com uma mistura excêntrica de Doom, Stoner, Metal Tradicional. Tudo muito bem colocado, executado em seu momento certo, fazendo uma transição suave entre os estilos. A faixa de abertura já começa pegando fogo, vocais urrados e guitarras lembrando a escola sueca de fazer Melodic Death Metal. Porém, ao mesmo tempo encaixam vocais limpos, em coro, no melhor estilo Sabaton. Fiquei um pouco confuso, mas gostei do que ouvi. “A Love Once New Has Now Grown Old” transborda melodia, com riffs interessantes, apesar do timbre esquisito. Lembra uma mistura de Tyr, Volbeat e Him. Em alguns momentos, a banda abusa de uma pegada mais Pop Punk, bastante acessível e pegajosa. As músicas grudam facilmente na cabeça e agradam em cheio aos que possuem a mente mais aberta. Definitivamente esse não é um álbum “comum”, para todo metalhead, digamos, tradicional. “The Best Is Yet To Come”., por exemplo, achei um tremendo saco, música dispensável, acabou quebrando o bom ritmo do disco. Demasiadamente leve, não chega a lugar algum, não empolga. “Lifeless” traz guitarras limpas e um ritmo cadenciado, lembrando um pouco de Paradise Lost – muito boa faixa, com uma linha de baixo bem destacada e criativa. O trabalho se encerra com a magistral “A Century Om The Curse Of Time”, com seus quatorze minutos de duração e uma viagem incrível, sonoridade setentista, solos insanos, passagens acústicas, um pouco de Prog Rock, um pouco de Muse, um pouco de Queen. Resumindo, apesar de ser um disco de fácil assimilação, não é fácil de ouvir. Gostaria que eles fossem mais na linha da primeira e da última música, talvez com um pouco mais de agressividade e pitadas de experimentalismo. De qualquer forma, uma grata surpresa que está ao alcance de todos nós. Procure ouvir, vale a pena. Nota: 7,0



Músicas:
1. Steam Paves Its Way (The Machine)
2. A Love Once New Has Now Grown Old
3. This Won't Last Forever
4. The Best is Yet to Come
5. Lifeless
6. The Swan King
7. Flesh and Hair
8. A Century in the Curse of Time

Banda:
Flo V. Schwarz - Guitarras, vocais, teclados
Gizz Butt - Guitarras, backing vocals
Malte Brauer - Baixo, backing vocals
Jan Räthje - Bateria

Contato: http://pyogenesis.com/

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Melhores de 2015

Que ano incrível tivemos para lançamentos de Heavy Metal! Foi tanta coisa boa que ficou difícil escolher os melhores... Segue minha seleção dos 10 maiores destaques do ano. Vale uma menção honrosa para o Baroness, que lançou recentemente um dos melhores trabalhos de sua carreira, mas por ter saído muito em cima do tempo, acabou não figurando la lista "oficial".
E pra vocês, quem se destacou em 2015?


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Review: Masterplan - Keep Your Dream Alive

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Se existe uma banda que tem meu apreço, essa seria a Masterplan. Com seu passado glorioso, o grupo foi formado pelo guitarrista Roland Grapow e o baterista Uli Kusch (ambos ex-Helloween) e obteve enorme sucesso mundial. A banda já teve em sua formação músicos como Jorn Lande, Mike Terrana (Rage, Axel Rudi Pell, entre outros) e Janne Wirman (Children Of Bodom). Com várias trocas em sua formação, o grupo perdeu um pouco seu impacto ao longo dos anos, mas nunca desistiu de continuar. Em 2012, com a entrada do vocalista Rick Altzi (ex-At Vance) e do baixista Jari Kainulainen (ex-Stratovarius e Evergrey), as coisas voltaram a dar certo e a banda voltou a ganhar maior exposição através de excelentes lançamentos. A prova disso, é o ótimo CD/DVD “Keep Your Dream Alive”, que, literalmente, mantém o sonho vivo. A gravação impecável mostra uma banda em alto nível, executando suas melhores composições da carreira. Gostei bastante da edição desse material, deixou o som mais cru, mais próximo do real. Podemos ouvir bem a plateia ao fundo e Rick interagindo o tempo todo com ela. Os instrumentos estão bem equalizados, impactantes na medida certa. O set list do CD é praticamente o mesmo que consta no DVD, com exceção da última faixa, “Black Night Of Magic”. Em compensação, temos uma tonelada de extras nos vídeos, com cenas de bastidores na Ásia e Estados Unidos, com performances ao vivo ao redor do mundo e cinco videoclipes oficiais. Ou seja, pra quem é fã, tem material suficiente para garantir horas de diversão. Pra quem ainda não conhece a banda tão bem, essa é uma ótima oportunidade pra conferir a banda ao vivo e passar por toda a discografia do grupo. O Masterplan, apesar de ainda não ter recebido o devido reconhecimento mundial, vem crescendo bastante nos últimos anos e tem lugar especial na minha coleção! Não deixe de conferir esse lançamento! Nota: 8,5



Formação:
Rick Altzi – vocais 
Roland Grapow – guitarras 
Jari Kainulainen – baixo 
Axel Mackenrott – teclados 
Martin Skaroupka – bateria

Porão do Rock 2015: "O mais brasiliense de todos os tempos"


Por Pedro Humangous

Que foi mais modesto, não há o que negar. Sim, o Porão do Rock 2015 foi mais enxuto. Ao invés dos dois tradicionais dias de evento, tivemos apenas um. As estrelas internacionais não apareceram, dando lugar ao cast formado, em sua maioria, por bandas do cerrado. Foi o Porão mais brasiliense de todos os tempos, 90% das bandas eram da casa. A estrutura permaneceu intacta, a mesma disposição dos anos anteriores – talvez com menos barracas e menos palcos “alternativos”. 

(Público em peso - Foto: Divulgação)

No total, eram dois grandes palcos principais (Uniceub e Vivo) e um mais afastado, dedicado ao Heavy Metal (palco Pesado) – isso sem contar o palco Made In Brazil, que encerrou as atividades logo cedo, as 17h. No geral, o evento foi muito bom, tudo fluiu com naturalidade, sem maiores problemas. A bilheteria atendia bem, tinha espaço suficiente para transitar no local, comidas e banheiros adequados. Ao anoitecer, o evento já estava abarrotado de pessoas sedentas por boa música, aguardando ansiosos por suas bandas favoritas. 

(Galinha Preta - Foto: Divulgação)

O clima de descontração tomava conta do lugar, era visível a felicidade e diversão do público em todas as partes. Os destaques do palco Pesado ficaram para as apresentações do Galinha Preta (sempre um show irreverente e empolgante), Dark Avenger (uma das melhores apresentações da carreira - confiram o vídeo abaixo!) e Angra. Essa última, headliner, merece um parágrafo a parte. Que noite inspirada viviam os membros do Angra! Com uma formação totalmente inusitada, o grupo tocou de tudo, teve cover (do The Police), tiveram músicas dos primeiros discos e dos mais recentes. Fabio Lione estava cantando como nunca e surpreendeu bastante com uma performance matadora! Marcelo Barbosa (prata da casa que substitui Kiko Loureiro) segurou bem os solos, sempre com um sorriso no rosto. Bruno Valverde, simplesmente um monstro na bateria, quebrou tudo, com direito a solo no meio do set. Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli dispensam comentários. 


(Angra - Fotos: Divulgação)

Apesar de mais “simples” o Porão do Rock desse ano foi muito bom, com excelentes bandas e uma estrutura legal. Prova de que a cena brasiliense vai muito bem, obrigado! Vida longa ao Porão e ao Metal do Cerrado! Nos vemos em 2016!


Vejam essa gravação profissional do Dark Avenger detonando tudo: 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Review: Mad Dragzter – Master Of Space And Time


Por Pedro Humangous

Um dos nomes mais promissores do Metal nacional, o Mad Dragzter fez barulho na cena há alguns anos, lançando dois ótimos discos, “Strong Mind” (2003) e “Killing The Devil Inside” (2006). Após o último trabalho, o grupo formado por Tiago Torres (guitarra e vocal), Gabriel Spazziani (guitarra), Armando Benedetti (baixo) e Eric Carlos (bateria) deu uma sumida, recarregando suas baterias para o grande retorno, acompanhado do novo disco intitulado “Master Of Space And Time”. A banda merece aplausos, pois distribuiu o disco de forma física gratuitamente em várias lojas do Brasil, além de enviar para a casa de quem solicitasse! E obviamente tenho minha cópia em mãos, uma versão mais simples - aquela feita de papelão mais fino, sem encarte – mas bem honesta, estampando uma maravilhosa arte na capa (feita pelo renomado artista Sergio Cariello, famoso por trabalhar em quadrinhos da Marvel e DC Comics). E como ficou o som? A sonoridade se manteve intacta, aquele Thrash Metal mais polido, muito bem composto e gravado, cheio de influências do Speed e do Metal Tradicional. Nos primeiros segundos de audição dei uma estranhada, o som parecia um pouco abafado, mas o “incômodo” logo passa. O álbum começa a todo vapor com “Almighty”, despejando riffs velozes e um ótimo refrão. “Valley Of Dry Bones” segue na mesma linha, mesclando momentos mais cadenciados com outros mais rápidos, dando bastante dinâmica para as músicas – só não gostei do final com fade out... péssimo recurso na minha opinião. “Master Of Space And Time” começa com uma intro fantástica, cheia de suspense, precedendo os vocais insanos de Tiago Torres – lembrando um pouco o estilo de James Hetfield. Esses músicos merecem total destaque, todos desempenham seus papéis com excelência, os riffs ficaram incríveis, a bateria é de cair o queixo e o baixo encorpado está sempre presente, preenchendo todos os espaços possíveis. O direcionamento das letras, aparentemente mais religioso, pode incomodar algumas pessoas. Falando do som, sua pegada mais oitentista acertou em cheio e cumpre muito bem seu propósito. Um belo retorno, esperamos que não demorem tanto para lançar novos álbuns! Nota: 8,0



Track list: 
01 - Almighty 
02 - Valley Of Dry Bones 
03 - Master Of Space And Time 
04 - 5708 05 - Megiddo 
06 - Gehenna: The Second Death 
07 - King Of Kings 
08 - Army Of Truth 
09 - Sons Of Thunder 
10 - The Man By The Pool Of Bethesda 
11 - One Nation, One Church 
12 - From Emptiness To Infinity 
13 - Vox Spiritus Sancti 
14 - Wrath Of God 
15 - New Heaven And New Earth